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Sério, por mais que pareça divertido, eu acho trágico o modo doentio e sádico como os americanos lidam com a sexualidade alheia, principalmente quando se trata de autoridades públicas. O pobre do governador do Estado de Nova York está passando por maus bocados por causa de uma prostituta de luxo (não esquecer que a denunciante foi uma cafetina brasileira). Dia desses foi a vez de McCain, o candidato republicano a presidência do país, ter que desmentir um rolo fora do casamento. Além de Clinton, claro, o mais emblemático de todos (ou teria sido Kennedy com Monroe?). Isso me lembra Roth escrevendo (mais ou menos assim, pelo que me lembro): “Sonhei com a Casa Branca. No sonho aquele prédio impoluto estava enrolado num imenso lençol branco, onde com letras garrafais vermelhas era possível ler: Aqui mora um humano”. É mais ou menos isso. Humanos, como todos aqueles que agora cercam, olham, espreitam um novo escândalo. Vá entender essa mistura de devassidão e puritanismo saturado…
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