Tempo

Posted by levino on dezembro 11th, 2008 filed in Estante

“O tempo era um amontoado de poeira, um caminho longe que vai dar não sei onde, uma coisa sem portas nem janelas. O tempo eram as nuvens fechando o céu, o vento contorcendo as roupas no varal. O tempo era onde a menina colhia punhados de liberdade que precisavam de um lugar à sombra para esconder-se dos olhos maduros de quem carrega fardos de desilusão.”

[Rodrigo Levino, Dias estranhos]

Ps.: Porque hoje acordei com o ego rompendo o teto, começo com um texto meu. Grifo de Dom Mario, rei dos Dantas e dos Cavalcanti.

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