Tchubaruba
A primeira vez que ouvi falar de Mallu Magalhães acho que foi através do Bressane. Corri para MySpace da menina-de-14-anos-cantando-folk. De lá não saí mais. Um dos principais motivos para ter gostando tanto eu confesso que foi a completa falta de saco para menininhas cantando sambas e variações disso com ruidinhos eletrônicos, um lance que não me convence e passa sinceridade zero algumas vezes. Depois me rendi por afeição à sua música. Mallu canta e compõe folk, de violão e gaita em punho e é fruto dessa geração que aprende a navegar na internet antes de sair para ver o sol. Não precisou revisitar Cartola nem Nelson Sargento, ela gosta é de Bob Dylan, Johnny Cash e Moldy Peaches. Em dois meses suas músicas saltaram de pouco mais de uma centena de execuções para dezenas de milhares, foi capa dos principais jornais do país, matéria em TVs e muita, muita falação entre os entendidos do (blergh!) jornalismo de cultura pop. E nessa discussão (um tanto restrita a São Paulo, AINDA) sobre talento, assédio, expectativa (coisa covardemente cobrada de quem entrou nesse bonde sem pretensão alguma) resolvi ver de perto qual é a do hype, a apresentação que ela realizou nessa sexta no Studio SP. E gostei muito, muito mesmo. Mallu tem talento, é sincera, tem boas composições, melodias doces que vagueiam ora pelo country, ora pelo twee pop ou o mais básico do folk. Canta em inglês e português e parece ter uma mínima noção de onde pode chegar, não necessariamente ao estrelato do combalido mercado (?) de música, mas no mínimo tendo na mão o público que tem lotado cada vez mais os seus shows por aqui.
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[...] aspas vêm do blog do Rodrigo Levino, Adeus Columbus. E aqui vai a página da moça está no [...]
Ela é bem lindinha….tomara que não vire uma dessas neo-celebridades da música, que estouram na mídia da noite pro dia, começam a viver de sexo,drogas e rock in roll e se esquecem da música e do talento que lhe alçou ao estrelato.
Mallu parece ter os pés no chão apesar da pouca idade. Não bastasse a voz linda e as belas melodias, é de uma meiguice cativante. Dá um abraço forte em quem acabou de conhecer. É aquela criança que todo mundo gosta.
E leva tudo numa boa, como se não fosse nada demais. Faz o que gosta. E pronto. Que só melhore daqui pra frente: os rickbonadios da vida que não toquem nela.