Adeus Columbus

Gênio da raça

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Sobre Simonal, Genial

“Era uma vez um garoto negro, pobre, filho de uma empregada doméstica, que gostava de muito de cantar. O garoto cresceu, tornou-se um jovem artista em meio ao fervilhar cultural do Rio de Janeiro dos anos 1950. Sua voz, seu suingue, seu charme logo o fizeram se destacar num meio e num momento, já na década seguinte, em que o talento, a versatilidade e o senso de oportunidade valiam ouro, sobretudo para sobreviver numa sociedade de raízes racistas tão arraigadas quando dissimuladas num convívio que poderia ser cruel ou tolerante, sem nunca deixar de ser hipócrita.”

“O astro turvou-se, o inconseqüente sucumbiu às conseqüências de declarações desastradas, tornou-se o pior entre seus pares e em poucos meses foi banido da mídia, do meio artístico, da vida cultural, da vida em si. A partir daquele começo de anos 70 e nos 20 anos que se seguiram, ele permaneceu como um fantasma, um não-alguém, um pária, um exilado em seu próprio país, com uma sentença de condenação perpétua.”

Caversan revive Simonal, O Genial.

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Música para madrugada de domingo

Balanço Zona Sul

Clica com o botão direito do mouse, depois em “Salvar destino como…”. Depois? Depois é se deliciar e aproveitar a madrugada fria e solitária.

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