Ainda Scarlett

Já falei algumas vezes no disco Anywhere I Lay My Head, de estréia da atriz Scarlett Johansson como cantora. Reclamei das referências a sons como Cocteau Twins e adjacências, muito por causa dos arranjos etéreos de David Sitek, do Tv On The Radio (banda que eu adoro). Mas enfim, é só pra dizer que a Lígia Nogueira fez algumas observações interessantes sobre o disco:
“A principal diferença, no entanto, é que os vocais ficam praticamente em segundo plano ao longo de todo o álbum. Dá a impressão de que, em vez de deitar e rolar pelos arranjos - repletos de originalidade, por sinal - Scarlett apenas se apóia, sem a pretensão alguma de arriscar variações.”
“Alguns momentos dão mais certo do que outros: “Green grass”, regravada também pela brasileira Cibelle, é uma das melhores interpretações presentes no álbum. “I wish I was in New Orleans” evoca uma caixinha de música, enquanto “I don’t want to grow up” se aproxima mais do universo pop, com seus sintetizadores oitentistas.”
Deixe seus comentáriosMrs. Johansson
Pois é, saiu o primeiro clipe do disco de estréia da atriz Scarlett Johansson como cantora, só com músicas do Tom Waits. Tem participação do David Bowie e tudo mais, coisa luxosa, mas na boa? bem sem gracinha. Ouvi o disco inteiro (não, não tenho como piratear, é uma cópia “travada” que a Warner distribuiu entre jornalistas) e achei muito chato a maioria do tempo, pitadas de Cocteau Twins para todos os lados. Mas convenhamos, já foi a época do Cocteau, né? No fim das contas é melhor ela ficar só atuando mesmo, mas a gente perdoa só porque é linda.
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