Adeus Columbus

Underwater

Veneza, como Santa Catarina.

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Buendias

Tem dias que um bom disco é fundamental para que você fique bem. Ou vários discos. Como o Silence is Easy, do Starsailor, que há muito, muito tempo eu não ouvia. É bom tirar a poeira das coisas e perceber que você ainda assobia todos os arranjos e canta a letrinha junto, levantando o isqueirinho (haha). Razorlight, Richard Hawley e que tais em random no toca disco, idem.

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A cura

“Ânimo, o mundo poderia ser muito pior. A mãe da Xuxa poderia ter engravidado de gêmeos, por exemplo”

Dahmer, dando passos importantes para curar o meu insuportável mau humor.

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Bom dia

Porque a semana é punk, embora tenha começado num calmo domingo. Black Star, do Radiohead, Só dá play.

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Jornal das pequenas coisas

- “O ex-presidente Fernando Henrique passou do tom, ao mandar Lula “parar de falar bobagem”. Perdeu o rebolado. Para piorar, nota-se no seu discurso aos prefeitos eleitos do PSDB uma certa excitação com a crise econômica. Como se ela pudesse salvá-lo da surra de popularidade que vem levando do atual presidente. A história pregou uma peça em FH. Condenou-o a uma espécie de tortura moral – ter que ver o adversário reinando no castelo construído por ele.”

Mais uma bola dentro. Do Fiuza.

“O maior prédio do mundo deve ser finalizado no próximo ano. Mesmo antes de sua conclusão já é a mais alta construção feita pelo homem. Atualmente, o Burj Dubai já ultrapassou os 700 metros. O arranha-céu fica em Dubai, como o nome indica, e vai torrar US$ 4,1 bilhões até o final da obra, quando terá cerca 820 metros.”

O excesso de dinheiro em Dubai tem tudo para garantir a construção de um dos países mais bregas, cafonas e over da história.

- Sir McCartney quer compor com Dylan. É impressão minha ou George Harrison se adiantou em 40 anos, em relação a esse assunto?

- Eagles of Death Metal frontman Jesse “The Devil” Hughes really wanted to hate Guns N’ Roses’ new album, Chinese Democracy. Ever since his band was booted from GN’R’s 2006 tour, after a single performance in Cleveland, you could say there’s been bad blood between Hughes and Guns mainman Axl Rose. So Hughes has been waiting to get his hands on the oft-delayed, more-than-a-decade-in-the-making LP, hoping it would be an abysmal catastrophe.”

Bom, se Jesse Hughes não conseguiu odiar o Chinese Democracy, faço eu. O disco é importante como registro histórico megalomaníaco. No mais, nada salva a sonoridade, a música, as letras. Nada.

- Amarante fala à FSP. E aí, ja ouviram o disco do Little Joy? Eu curti deveras. Longe da listinha de melhores do ano, mas é um bom disco.

- E o relançamento dos tres filmes da série De Volta Para o Futuro, remasterizados e separados? Curti =)

- Não restam dúvidas que o maior lançamento do ano passado foi o disco de Roberto Justus, o Just Us (sacou? sacou? sacou o trocadilho inteligente de publicitário?). Em 2008 não tem pra ninguém, só dá Angela Bismarch - a que (não) matou Ox - na cabeça.

- Remake do Romero à vista.

- David Hadju diz que Philip Norman, biógrafo de Lennon, não tem lá esses interesses todos por música. Pergunto: ele só precisa escrever bem, ou não?

- João Brasil (rei acima de todos os reis) remixa CSS! Download aqui. Via URBE.

- “In the past few years Caracas has become one of the most violent cities on the planet. Armed gangs competing over turf and drug deals wage ruthless, low-level warfare in the slums. Nationally, homicides have soared to more than 13,000 a year, with 2,710 in Caracas alone, according to leaked government figures. That gives a national rate of 48 per 100,000 people. In some Caracas slums the rate rises to 130. The rate in England and Wales is 1.4.”

Cadê o paraíso de Chávez?

- Quais as melhores músicas sobre violência e confusão? Cartas para a redação.

- Uou! Isso tá ficando muito freak. Mallu é a Sandy do mundo indie?

- E o BBC Sessions do Belle and Sebastian? Quero muito =)

- Há sintomas inegáveis de fundo de poço, né? “Andy Summers samba com Gracyanne na Mangueira.

Aê, curtiu o feriado?

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Batendo panelas

- Jacko agora se chama Mikaeel. Muçulmano convertido. Mais uma pra lista das freak things.

- Como assim a mais influente do mundo? Qual a extensão do poder dessa criança? Medo. Será a irmã de Damien, de A Profecia?

- É aquela coisa: passei a vida inteira no Nordeste ouvindo dizer que “fulana é como mulher de soldado“. Agora entendi tudo.

- “Então como foi que a ironia, a irreverência e a rebeldia se tornaram debilitantes, em vez de libertadoras, na cultura sobre a qual a vanguarda de hoje tenta escrever? Uma pista pode ser encontrada no fato de que a ironia ainda está aí, maior do que nunca, depois de trinta anos como modo dominante de expressão dos artistas antenados. Não é um recurso retórico que envelheça bem. (…) Porque a ironia, embora prazerosa, tem uma função quase exclusivamente negativa. É crítica e destrutiva, boa para limpar o terreno.”

Trecho de um texto do Foster Wallace, que ancora um comentário bacana do SR.

- “A Al Qaeda não é o ETA, não é o IRA, não fala com ninguém, não negocia com ninguém, não existe institucionalmente, nem politicamente. É só um jato de terror disforme, que ninguém jamais descreveu ou identificou com um mínimo de exatidão. É “a organização de Osama Bin Laden”, como se isso quisesse dizer alguma coisa. O mundo civilizado é o assessor de imprensa da Al Qaeda. Ele justifica e unifica um varejão de almas penadas dispostas a amarrar uma bomba na cintura. Os jornais e TVs do ocidente dão organização e identidade a essa geléia do horror.”

Fiuza acerta.

- Diálogos Culturais. Bacana o site.

- Cornice do caralho: o clipe de “Amigo fura olho’, do Latino, já tem 6 MILHÕES de pageviews.

Aê, bom resto de feriado. Eu tô numa preguiça devastadora.

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Learning

Morro sempre. Jean Seberg.

Ps.: Bom feriado (Consciência negra). Isso para quem tem feriado. Amanhã eu trabalho, se bem que não exatamente, mas enfim. Leiam American Vertigo, de Bernard-Henry Levy, usem seringas descartáveis, ouçam Hurricane, Dylan.

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Espanando

- “Dispenso, ignoro conversa de botequim. Delas deixei de participar há mais de 30 anos. Eram duras, às vezes. Falava-se mal de Deus e do Mundo. Principalmente deste último. O mundo não valia o que o gato enterrava. E coisas assim. Conheço, ou ao menos, me lembro de nossas gentes. Do que bebem (conhaque Dreher e um chopinho) e de quem falam (mulheres, mulheres, mulheres, dando, dando, dando). Política? Economia? Jeito nenhum.”

Lessa, inspirado.

- “Quem não acredita em Papai Noel mas ainda duvida da necessidade de reformar as regras do jogo financeiro americano, deve prestar atencão às ações do banco de investimentos que era dirigido pelo atual Secretário do Tesouro, Henry Paulson. A Goldman Sachs cobrou milhões de dólares da California para ajudar a vender bônus do estado enquanto aconselhava seus maiores clientes investidores a apostar contra os mesmos bônus.O Los Angeles Times desta terça-feira revela que a Goldman Sachs não informou o o Secretário do Tesouro da California sobre a estratégia das short bets que poderia baixar o preço dos bônus, criando uma crise de confiança e um aumento do custo de empréstimos para o estado.”

Lucia, explicando as coisas.

- Quais são as coisas mais raras e desejadas do rock?

- “Entre você e o público ou entre você e o Marcelo?
Entre eu e o Marcelo.

Quem é o profissional que você mais admira na música brasileira hoje?
Ah…O Marcelo (Camelo), né!

Você está loucamente apaixonada?
Loucamente apaixonada.”

Uhuhuhu.

- E Hillary como dama de ferro? Mas eu prefiro o Rahm.

- Porra cara, eu curtia a Dido. Um montão. Quero ouvir o disco novo dela.

- Roots, no SNL. Classe, hein?

- “Mas, já que eu não estou aqui para trair Nico com Anita, vamos voltar ao que interessa: dos braços de Fellini, Nico cai nos braços de Andy Warhol e comparece, com caras, bocas e tudo mais de direito na composição do Velvet Underground, cult entre os cults, ao lado de Lou Reed e John Cale. Isso, em New York City – mas antes a moça já percorria a Swingin’ London (onde se relacionou com Brian Jones, dos Stones, e Jimmy Page, então nos Yardbirds) e Paris (onde teve um filho com Alain Delon, e conheceu Bob Dylan, que lhe dedicou uma música no álbum “Blonde on blonde”).”

Mario Ivo, sobre Nico.

- Um episódio vivido pelo escritor Alessandro Buzo dá idéia do que move as idas e vindas da literatura nos dias atuais. Em 2001 ele foi convidado a dar entrevista numa rádio comunitária de Suzano. Quem o esperava era Sacolinha, um cobrador de lotação de 17 anos e seu entrevistador. No caminho até a rádio, Buzo percebeu que andavam em zigue-zague, pois o rapaz parava nas casas para recolher e entregar livros. Uma espécie de bibliotecário delivery, pensou. Então ouviu de uma moradora: “Fulano não está, mas mandou dizer que adorou o livro”. Sacolinha recolheu o volume e deixou outro no lugar. “Eu levo leitura até os manos”, disse. Sacolinha é um verdadeiro ornitorrinco. E dos raros.”

Joca, sobre o Sacolinha.

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Bom dia

A trilha sonora da rotina anda num micro random. Badly Drawn Boy, Arcade Fire, Chet Baker, Bon Iver e Money Mark. Pelo menos essa semana. Lets to “Pick up the pieces”?

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Com que roupa

E aí, você reconhece o seu grupo social pela roupa que veste? Mas sabia que faz todo sentido? Saca só.

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Bocejo

É óbvio que a vida se torna um tanto mais feliz se no meio da correria há tempo para alguns bons gramas de chorizo. O problema é o banzo que bate em seguida, depois do cafezinho na padaria da esquina. Há dezenas de pontos pendentes, coisas a serem escritas, revisadas, ordens a serem delegadas, mas uma rede cairia melhor no meio disso tudo, com Au Revoir Simone tocando baixinho e otras cositas mas, ao gosto. Dá play.


Discover Au Revoir Simone!
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Run like hell

Dia punk. Correria. Mas não posso reclamar. A coisa anda bem divertida. Lets?


Discover Arcade Fire!

Dá play e pula, que assim empolga pra labuta.

Ps.: a música é recorrente. No cars go, do Arcade Fire.

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Tea Time

Se for o caso de tomar um chá.

Ps.: Roubei (de novo) a foto da Dani =P

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Run to see

“so lucky to be
the one you run to see
in the evening when the day is through”

Time After Time, Chet Baker

Foto do Cartier-Bresson.

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Monday


Discover Chet Baker!

Dá play e aproveita de alguma forma a chuva que cai lá fora, a marginal engarrafada, o caos dos bueiros. Eu gosto da cidade quando chove.

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