Adeus Columbus

Cadê a galera que tava aqui?

“A opinião pública partiu para cima do pai e da madrasta com gosto de sangue na boca. Delegados, vizinhos, populares, leitores, telespectadores gritaram “assassinos”, deram chute em camburão, cercaram prédio, o diabo. Pergunta-se onde está essa bravura agora, no caso da milícia que torturou barbaramente jornalistas cariocas numa favela em Realengo. São circunstâncias completamente diferentes, mas… Não são os bons e velhos direitos humanos sendo ameaçados? Cadê a militância?”

O Fiúza deu na veia.

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Aborrescentes

É verdade que uma das graças da adolescência é justamente bancar o completo idiota. Mas na boa, eu acho que a coisa está piorando, tomando rumos estarrecedores. Vê isso aí: 

“Alvos preferenciais de chacotas, adolescentes adeptos do estilo emo encontraram uma forma criativa - ainda que importada - de escapar do preconceito. Ex-emos jogaram as franjonas de lado, apostaram no megahair e migraram para uma nova tribo que está sendo chamada de “from UK”. Inspirada nos jovens descolados do Reino Unido, essa turma é mais preocupada em manter o visual e a popularidade na internet do que se entristecer com rock dor-de-cotovelo.”

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Mercado negro

Em alguns vilarejos e favelas onde a rede operava de modo mais entranhado, praticamente todas as famílias possuem um integrante que vendeu um rim para pagar dívidas. Pesquisa realizada por uma ONG de apoio a doadores mostra que, um ano depois do procedimento, a maioria das pessoas que cederam o órgão seguia endividada e se encontrava em pior estado de saúde. Pelas últimas cotações do mercado negro, um transplante de rim na Índia sai por US$ 25 mil (o doador costuma receber entre US$ 1.250 e US$ 2.500).

É de certa forma chocante, controverso, mas o Hélio faz sempre uma ponderação interessante.

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Selvagens

“um rapaz negro foi linchado na periferia do Rio e, quando a polícia chegou, havia uma velhinha da vizinhança, tipo vovozinha, com uma colher tentando arrancar os olhos do rapaz. A polícia teve enorme dificuldade para tirá-la de cima do morto. Foi preciso levá-la para o hospital e medicá-la para que voltasse a si. A multidão passa a ser outro sujeito”

O ser humano é bestial.

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