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- Sabe quanto Reznor Trent, a alma do Nine Inch Nails, apurou colocando o disco para download e cobrando cinco pilas pelas obra quádrupla e instrumental, chamada Ghost? 750 mil dólares. Sabe quando ele ganharia a mesma coisa contratado por uma gravadora e lançando disquinho em lojas? Nem perto disso. Ou seja: é irreversível. A indústria fonográfica precisa encontrar uma maneira de ganhar dinheiro deixando que o artista também faça o mesmo em igual proporcionalidade. Gerenciando shows e a carreira completa? É uma idéia.
- A tecnologia aliada a informação às vezes me faz pensar que alimenta mais ainda o instinto bestial do ser humano. Vejam só, para quem achava que Abu Graib era coisa do passado, os soldados americanos que estão no Iraque continuam filmando, com seus celulares, o horror da guerra e a maneira como infelizmente entram nesse círculo vicioso de violência e inversão dos valores humanitários. Se você for cardíaco, fique longe.
- Uma das melhores coisas da década de noventa era esperar disco novo do Pavement. Sério. Até hoje volta e meia o iPod “trava” em Cut Your Hair, Gold Soundz e cositas do tipo. Quem lembra do show de Stephen Malkmus no Abril Pro Rock? Bons tempos. Até do festival. Pois é, dizem que os caras vão voltar… Será?
- Punk will never diet. Puta trocadilho. Tinha que ser da Beth Ditto, uma das criaturas mais insanas da música pop atual.
- Já são dois votos a favor da pesquisa com células-tronco. o STF parou a votação, mas tudo indica que a pesquisa em favor de muitas vidas vai vencer o sectarismo religioso. É bom ficar de olho.
- Saiu o acordo entre Equador e Colômbia. Bom para os dois. E apontando um fato: a Venezuela não tem absolutamente nada (a não ser pela suspeita de financiar as Farc) a ver com a história. Só uma coisa, a Colômbia ainda tem um grande problema para ser resolvido.
- “Basta ler algumas páginas e você logo identifica: eis um sub-Rosa, eis uma sub-Clarice, eis um sub-Fonseca - para citar alguns nomes dos brasileiros mais cultuados pelas novas gerações. Isso vale também para escritores (digamos) estabelecidos. O que é Saraminda, de José Sarney, senão uma versão piorada daquilo que nem era o melhor de Jorge Amado? Sofrer influência é uma coisa, não ter voz própria é outra. “Sofrer”, por sinal, é o verbo certo: só transforma influência em recurso o escritor que a enfrentar, que ler muito e escrever muito, que não se deixar levar pelos trejeitos alheios. O bom autor tem muitos pais e não é submisso a nenhum.” Daniel Piza faz um belo nariz de cera (sem ironias) para apresentar o novo livro de Milton Hatoum. O meu ja foi encomendado, hoje eu passo na Cultura para pegar.
Deixe seus comentáriosDe células e primárias
- “Há duas maneiras de interpretar os resultados de ontem. Uma é que Barack Obama sai com a mesma vantagem no número de delegados que entrou - se não tiver ganho uns poucos mais. Os caucus do Texas devem ser vencidos por ele e umas regras um bocado complicadas no estado devem deixá-lo com um naco maior. A outra maneira de ver é que, de quatro estados, Hillary venceu três, incluindo os dois grandes e importantes, Ohio e Texas.” Pois é, Hillry venceu a batalha de ontem. E o Doria explica direitinho o que isso significa.
- A votação no Supremo Tribunal Federal sobre a liberação das pesquisas com células-tronco pode ser adiada. É um assunto importantíssimo onde (pasmem!) o pensamento religioso (ainda?) faz um embate com o científico. Não sei você, e independente de ser crente, eu sou completamente a favor da pesquisa científica. Para entender a questão de forma didática tem um guia bacana da Folha de São Paulo.
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