Adeus Columbus

Ladeira abaixo

Vou te contar, viu, acordei com o espírito mais pândego do que um encontro de charangas. HA! Nesse clima aê.

Deixe seus comentários

Sifu, e daí?

“Não me incomoda muito que o presidente da república tenha usado a expressão “sifo” num discurso no Rio. Conheço pessoas que estavam lá e ficaram revoltadas. Dou-lhes razão. Mas não me abalei muito. Me aborrece mais que todos os jornais do país, ao contar a história, tenham grafado “sifu”. Não entendo a razão. Me parece que assim os jornais mostraram no mínimo tanta vulgaridade quanto Lula. “Sifu”, assim escrita, é uma palavra oxítona. O “u” final cria o problema. Ele entrou aí porque palavras relativas a sexo são vistas como sujas: não têm história. O verbo que está abreviado na segunda sílaba da palavra composta não contém a vogal “u”: é “foder”. Mas leio até em livros eruditos “culhão” no lugar de “colhão”, “buceta” no lugar de “boceta” e “fuder” no lugar de “foder”. “Sifo” é, assim escrita, a palavra paroxítona que o presidente pronunciou - e sua segunda sílaba é a primeira do verbo abreviado. Escrevê-la com um “u” é transformar a primeira página dos jornais brasileiros em parede de banheiro suja de parada de ônibus. Este sou eu: apesar das incertezas a respeito da origem do uso da palavra “veado” para designar “homossexual do sexo masculino”, me sinto mal quando vejo escrito “viado”. Millôr Fernandes escreveu que quem escreve “veado” está dando provas de que é um. Acho que adoro dar esse tipo de prova, pois só grafo “veado”. Primeiro porque sou adepto da tese de que se está dizendo o nome do animal e não algo derivado de “desviado”. Depois porque, na dúvida, preferiria manter a mesma atitude que exijo em relação a “boceta”, “colhão” e “foder”. Cariocas e baianos não escrevem “chuveu” nem pernambucanos, “cibola”. Não. “Sifu” é uma indecência oxítona que a imprensa consagrou.”

Caetano, sem assombro algum.

1 comentário

De um quasar pulsando loa

Deixe seus comentários

Poder

“Está no meu querer
poder fazer
você desabar”

Não Enche, Caetano Veloso

Ps.: Tomei, e faz um tempo, esse trecho da música com um sentido completamente diverso do pretendido por Caetano. E gosto muito disso.

Deixe seus comentários

Swinga! Swinga! III


Discover Caetano Veloso!
Deixe seus comentários

Epifania

Eu queria querer-te amar o amor
Construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero e não me queres como sou
Não te quero e não me queres como és

Caetano Veloso, em O Quereres.

Deixe seus comentários

O quereres

Sério, é impressão minha ou Chico tava pilecado?

Deixe seus comentários