Adeus Columbus

Por ti, America (Up dated)

A morte do número dois das Farc, a força guerrilheira de esquerda (ainda?) que atua na Colômbia, Raúl Reyes, pelo exército colombiano numa incursão em território equatoriano parece ter sido o estopim para um estado de tensão que pode, Deus queira que não, desaguar em conflito armado. O que seria um caminho tolo, caso seja o escolhido pelos países envolvidos diretamente, no caso Colômbia e Equador, como também pelo papagaio de pirata Hugo Chávez, da Venezuela. O Equador, que rompeu relações com a Colômbia, retirando do país o seu embaixador, agora está às voltas com a acusação de que membros do seu governo mantinham ligações com o líder da Farc morto, o que dá margem à ilações que sobrepõe o fato do exército do país vizinho ter invadido -  pedido desculpas públicas por isso em seguida - o território equatoriano. Em resumo, o Equador pode ter relações (por motivos ate justificáveis de conviência pacífica, vá lá) com uma organização que tenta a todo custo implodir a Colômbia.

Uma coisa parece ser mais grave que a outra, tendo em vista a situação em que vive a Colômbia de permanente conflito com o grupo armado, que hoje detém cerca de 17 mil soldados e mantém centenas de pessoas em cativeiro, em condições subumanas e longe, bem longe de uma mínima cartilha humanitária que qualquer regime pretendito, até mesmo o de esquerda, deve praticar em relação a opositores (na verdade nem todos os são).

Não é a primeira vez que dá-se um conflito entre os dois países. Agora, sob o mando de Rafael Correa, um dos eleitos na onda que levou ao poder presidentes de esquerda, centro-esquerda e esquerda delirante na América Latina, como Lula, Evo Moralez e Tabaré Vazques, o Equador vê-se fustigado ao conflito direto com o país ao lado por Hugo Chávez, abertamente contrário a desrespeitoso ao presidente colombiano Álvaro Uribe, e praguejador da aliança com os EUA que permitiu a Colômbia manter sob relativo controle as ações terroristas das Farc.

É hora do Brasil, como mais importante país e líder da América do Sul agir sobriamente, sem arroubos de esquerdismo idiota e pirotécnico (que vai de Chávez a Marco Aurélio Garcia) e tentar de todas as formas diplomáticas possíveis colocar panos quentes na questão, sob o risco de termos por tabela um conflito que não interessa a ninguém, a não ser a sandice política de Chávez: América Latina x EUA.

Não interessa do ponto de vista social, já que se trata de países com profundas desigualdades e repletos de pobreza por todos os lados (e em qualquer que seja o conflito os pobres sempre se dão pior), não interessa do ponto de vista econômico, basta imaginar a crise em relação ao petróleo que um conflito armado envolvendo a Venezuela causaria, muito menos do ponto de vista político, ainda mais num ano de eleições nos EUA onde os candidatos por mais que se esforcem não conseguiram traduzir quais são de fato os seus projetos para a relação com a América Latina. Além do mais, querendo ou não, até que alguém sensato assuma o poder na Casa Branca, o senhor da guerra é quem dá as cartas e sabe-se lá se não se arriscaria em mais uma frente de batalha.

Up Date

Os documentos que o governo colombiano apresentou, que a priori confirmam a ligação entre o governo do Equador e as Farc, podem ser lidos aqui e aqui. Foram disponibilizados pelo jornal El Tiempo.

Digizap

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