Poesia para quê poesia
(…)
És fruta de carne jovem
e de alma alacre,
diversa do oiti-coró
porque picante.
E, tamarindo,
deixas em quem te conhece
dentes mais finos.
És fruta de carne ácida,
de carne e de alma;
diversa da do mamão,
triste, estagnada.
É do nervoso
cajá que tens o sabor
e o nervo-exposto.
És fruta de carne acesa,
sempre em agraz,
como araçás, guabirabas,
maracujás.
Também mangaba,
deixas em quem te conhece
visgo, borracha.
(…)
João Cabral de Melo Neto, em Jogos Frutais
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Olá, cheguei aqui ao pesquisar assuntos relacionados ao meu blog (www.poesiapraque.blogspot.com) e gostei muito de conhecer o seu trabalho. Li uma parte do seu livro e das suas crônicas e achei muito bom.
Parabéns!
Um abraço,
Sofia