Adeus Columbus

Mãe do PAC, madrasta do dossiê

O governo Lula mete tanto as mãos pelos pés, que consegue se rebaixar ao tipo escuso e partidário da cobertura política da grande mídia. Ninguém sabe quem é pior, e todos se nivelam por baixo. Dilma, que era a mãe do PAC, agora virou madrasta do dossiê e se comporta (sempre foi esse o seu defeito e o medo de Lula) de maneira pedante. O que pode ser também, prenúncio da queda. Não há quem não queira manter a altivez para disfarçar que dança à beira do abismo. É aguardar novos lances do fato que pode minar a candidatura de Dilma à sucessão de Lula, numa crise criada pelo próprio governo, que acaba alimentando a sanha oposicionista da grande imprensa. Por enquanto, o que temos é isso: Dilma descarta demissão da funcionária que comandou a montagem do dossiê/banco de dados, há quem ja aposte na morte da candidatura de Dilma, antes mesmo de nascer, tudo leva a crer que a ação foi orquestrada pelo governo e não apenas por uma funcionária, há quem também queira tirar o braço da seringa, jogando a culpa no TCU e FHC o investigado, defende Dilma, mas a gente sabe que é só para fazer a média. 

É bom lembrar que ainda cabe o tratamento de “suposto” ao dossiê, não há crime comprovado, há indícios, que convenhamos a grande imprensa não faz a mínima questão de diferenciar. O que é péssimo para o cidadão, que não sabe que conclusão tirar de nenhum dos atos, seja a farsa do governo ou a sanha da imprensa. Péssimo. A reclamação do vazamento dos gastos de FHC e da ex-primeira dama Ruth Cardoso foi feita pelo governo, é tão de baixo nível quanto a divulgação desordenada que a imprensa faz, sem discriminar o que é pode ou não ser crime. O governo pisa na bola, e a imprensa entra de canela. Não há inocentes nesse jogo, novamente a lama dá no meio da canela. Até agora ninguém provou que houve chantagem contra a oposição, trouxeram à tona o que chamam de dossiê mas não lhe deram uma finalidade e o governo, inábil como sempre no trato das crises, ou se comporta como se nada estivesse acontecendo, ou é agressivo como Dilma. O jogo é sujo e niguém sabe quem é mais cabeça de bagre.

Digizap

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