Dilma foi mal
Olha, na boa, eu achei Dilma Roussef péssima ontem, em entrevista ao Programa do Jô. E mesmo com um apresentador sem o menor senso jornalístico, fazendo as vezes de levantador de vôlei pra entrevistada cortar. Clima amigável que me incomoda profundamente em entrevistas, foi o que vi. Jornalismo é incômodo, oposição, como diz Millôr, o resto é mercado de secos e molhados. Mas o que vi é que mesmo assim, envolta em amenidades e clima amistoso, Dilma é muito ruim. Ela tenta vencer usando três armas (sem trocadilhos, por favor): altivez de voz, superestimação de números e imposição. Isso disfarça sobremaneira o vazio das suas colocações sobre o PAC, que é, convenhamos, um tremendo engodo. O Governo Federal juntou num balaio só investimentos que já estavam previstos para acontecer, com dinheiro da iniciativa privada e recursos estaduais e municipais, cercou tudo isso com cifras absurdas e deu um nome que na verdade nada mais é do que obras de infra-estrutura, dever de todo Estado, realizadas em seu ritmo normal, independente de existir ou não um plano de aceleração do crescimento do país. Afora o rasgo de oratória na resposta dia desses a José Agripino (merecido, aliás), Dilma vai precisar de muito, muito pancake para parecer uma candidata convincente. O que me impressiona é o que contam de como ela gosta de gritar subalternos e quetais… E jogando para a platéia, fica constrangida?
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Eu perdi. Tô numa agora de dormir cedo e levantar seis da manhã. Mas vou procurar no youtube. Ver se concordo com vc
ab!
Cara… Sinto que Jô no SBT era mais questionador. Lembro de uma entrevista com Marta Suplicy que ele a colocou na parede por dois blocos. O mais estranho de ontem não foi a entrevista em si, mas o fato de que na entrevista anterior, realizada na sexta-feira com um historiador daqueles bem cheios de moral, foi provado por A mais B que grupos revolucionários como o que Dilma participou não queriam a democracia para o Brasil, mas sim uma ditadura de esquerda. E Jô se fez de doido ontem, tratando a ministra como uma heroína a qual devemos todas as nossas liberdades hoje.