Adeus Columbus

Como eu estava dizendo…

… a correria está medonha. Por isso resolvi atualizar com um monte de coisas de uma só vez, assim tem o que ver até o fim de semana. Gostas?

- Hoje me deu vontade de tomar banho de psina. Isso mesmo: psina. Coisa que eu não faço a menor idéia do que se trata, mas fiquei curioso depois que a Nivea Stelman, que está em Bali, contou que estava curtindo “uma psininha natural por lá”. (A Hermman levantou essa lebre)

- “Por que gostamos de novela? Porque fomos criados com elas, ora! Resposta fácil, claro. Mas como deixar de fora essa explicação, se elas já existiam quando eu nasci? O problema é que essa explicação é simples demais. Estava particularmente interessado nisso porque, enquanto estava fora (não era longe – Buenos Aires – mas mesmo assim, estava ligado) vi na internet notícias “alarmantes” de que “A favorita” havia estreado com uma das piores médias de audiência para aquele horário.”

Zeca Camargo faz um relato interessante sobre novelas, audiência e coisa e tal.

- Sabia que em São Paulo vai acontecer o primeiro Campeonato Brasileiro de Arremesso de Celular? É o exorcismo da modernidade…

- “Comigo esse lance do samba só aconteceu muito no começo. Nas primeiras críticas, rapidíssimo se dissipou. Eu gosto muito de samba, mas meu trabalho não é de samba. E o Brasil tem isso, de sempre querer grandes intérpretes exatamente porque já as tivemos no passado. Não me considero uma. [risos] Nunca quis isso, não é minha paixão esse lance de diva, essa coisa visceral. Minha relação é mais com a música, sinto-me mais uma musicista. Claro, acabei caindo na coisa das novas cantoras. Não me incomodo, muitos talentos vieram dessa geração. Fico feliz.”

Uma entrevista bacana da Céu ao Paulo Terron.

- Radiohead fazendo cover do Portishead? Só assim para eu gostar alguma coisa do Third, o último disco da trupe de Beth Gibbons. Achei o disco (e comentei aqui até) datado, estranho, confuso. Talvez meu erro foi esperar ser surpreendido como fui anos atrás pelo Dummy. Será?

- O Galera avisou que Leonard Cohen estava de volta aos palcos e fazendo turnê depois de 15 anos. Procurando é fácil de encontrar registros dessa magistral e necessária volta. Cohen é deus. Cohen vem ao Brasil, segundo dizem… Eu não vou perder o show do Cohen.

- “Sobretudo nas horas do crespúsculo, que sempre haviam sido as minhas preferidas, eu era acometido por uma angústia a princípio difusa, depois cada vez mais densa, em virtude da qual o belo espetáculo das cores empalideciam e transformava em uma lividez maligna e sem luz, o coração no peito se comprimia até um quarto do seu tamanho natural, e na cabeça só me restava um pensamento: preciso subir ao patamar do terceiro piso de uma certa casa na Great Portland Street, onde alguns anos atrás tive um estranho impulso depois de uma consulta médica, e me jogar da balustrada nas profundezas escuras do poço da escada”

O Laub conta que Austerlitz é o lançamento literário do ano no Brasil. Será?

- “O site FilmeB publica hoje texto e gráfico sobre o Atlas 2008 do cinema mundial, lançado pela revista francesa “Cahiers du Cinéma”, que congrega números sobre o público de filmes em 34 países. Embora os dados sobre a China não sejam completos, é possível concluir que, assim como na economia, o país é a grande estrela em ascensão do cinema mundial. O mercado chinês dobra de tamanho a cada três anos. Em 2007, a renda cresceu 26%, foram construídos 492 novas salas, e o “market share” dos filmes locais chegou a 54,1% (conseguido com forte controle sobre a entrada de produtos estrangeiros).”

A China está com tudo…

-“I love people who make me laugh. I honestly think it’s the thing I like most, to laugh. It cures a multitude of ills. It’s probably the most important thing in a person.”

Audrey Hepburn

- “Para Scliar, o diálogo é apenas um recurso para preencher espaço em uma história. “Quando me deparo com um livro, busco descobrir a quantidade de diálogos que estão ali. Se forem muitos, não acredito que seja um bom livro.”

Polêmica na literatura nacional. Às vezes concordo com ele, outras não… Imagine um livro todo feito com diálogos (hahaha)

- “Observação importante para que o suspense de thriller fique completo: as mesas mais concorridas, como vimos em outros anos, costumam se esgotar em poucos minutos. Nessa situação, cada ligação telefônica que cai é acompanhada de acordes funestos, cada segundo de espera na porta de um servidor superlotado cai como grão de areia na ampulheta do Juízo Final…”

A confusão por ingressos da Flip continua como todos os anos: péssima. Ano passado não tive que passar por isso, mas imagina esse ano querendo justo as mesas mais concorridas… 2009 vem aí.

- “A África Subsaariana vem crescendo 6% ao ano desde 2004 – lideram os países produtores de petróleo e minerais. Não é pouco para um continente considerado perdido até há bem pouco tempo. Este crescimento, com apoio chinês, tem se traduzido em nítida melhoria da infra-estrutura: estradas, eletricidade – e, com elas, hotéis, postos de gasolina, serviços. Negócios. Neste sentido, a China é uma boa influência que traz, para o continente, algo que o imperialismo e o pós-imperialismo ocidental não trouxeram. Mas há um problema, aí, comum a todo o planeta mas particularmente grave no caso africano. Um bom naco do dinheiro que entra, sai de imediato. Há algo como 500 bilhões de dólares fruto da corrupção governamental em bancos do ocidente. É um dinheiro que, se repatriado, pagava a gigantesca dívida externa.”

A África é o novo hype da economia? Quem diria…

- “Nada que esteja acontecendo no planeta, neste exato momento, é mais grave do ponto de vista humanitário do que o Sudão. Mesmo se incluirmos na lista as conseqüências dos atos da ditadura de Myanmar, que nega ajuda aos próprios cidadãos após um desastre natural. Mesmo que incluamos o Iraque ou qualquer outro episódio do Oriente Médio. No entanto, já faz cinco anos, o que se passa é uma certa reação blasé. ‘Horrível aquilo no Sudão, não é?’ E daí para outro assunto. Por que a esquerda não se esgoela e põe o Sudão no topo de sua lista de prioridades? Cruze os blogs ou revistas de esquerda no mundo e os assuntos são vários, as vítimas do imperialismo muitas, mas para as três milhões de vítimas do governo sudanês não sobra muita compaixão.”

O Doria faz um dos mais importantes alertas de política internacional dos últimos anos. E aí, vamos permanecer indignados no sofá?

- Já viram a capa da Rolling Stone de junho?

Ainda bem que esse mês eu tenho matéria na Playboy… =P

- Em ano de eleições municipais, não seria legal que os candidatos lessem a entrevista de Enrique Peñalosa ao Ny Times, o cara que deu um jeito em Bogotá?

- Hum… acho que por 199 dólares vai dar pra comprar daqui uns dias um iPhone.

- Até a Enciclopédia Britânica entrou na onda da web. Vai ser quase o mesmo esquema da Wikipedia. Bom, né?

- Pantanal, a novela, já foi o paraíso dos punheteiros imberbes. Na era da internet, será que ainda existem esses tipos?

- Caetano Veloso agora tem blog. Mas ele não escreve. Claro, tinha que ser Caetano: tem blog e não escreve. Ao invés disso ele filma trechos da Obra em Progresso, os shows e ensaios abertos que tem realizado enquanto compõe o próximo disco. Fodaço, como sempre.

- “O que digo ali é que gosto mais de preto do que de mulher, o que não quer dizer que não goste de mulher. O que está aparecendo é o tema. A causa do negro me interessa mais do que a da mulher. Evidentemente, (isso foi dito) com uma conotação maliciosa, que fica parecendo que gosto mais de homem preto do que de mulher. Não disse isso, mas sei que eu sou um pouco assim…”

Ainda Caetano

- “Eu tinha o compacto de ‘Surfin’ Bird’ e, na primeira parte eu ficava girando, ficava tonto, no meio eu me atirava no chão, olhando o teto rodar e escutava a música meio enrolada. E levantava correndo pra colocar de novo. Fazia isso a tarde inteira, às vezes”

Miranda é rei. Sim, o tiozinho grisalho do Astros (ex-ídolos, SBT). E o Tiago, amigo da comuna da Bizz no Orkut e parceiro de Orkontro, fez um bom trabalho sobre o velhinho.

Foi bom pra você?

Digizap

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