Adeus Columbus

Células-tronco no STF

“O Supremo Tribunal Federal (STF) enfim conseguiu decidir alguma coisa sobre a pesquisa com células-tronco embrionárias humanas. Permitiu o que a lei 11.105 já permitia e era muito pouco, quase nada. E ainda levou mais de três anos para decidir o óbvio.

Pior, durante dois dias inteiros tivemos de agüentar uma xaropada interminável, votos que se arrastavam na companhia de profusas citações de Aristóteles e Santo Tomás, explicações mais capengas que as nossas (de jornalistas) para conceitos biológicos, excursos sobre a polissemia do termo “embrião”, apologias mornas do progresso da ciência e da relevância ética da religião…

Realmente, democracia é osso duro de roer.”

Marcelo Leite comenta a decisão do STF sobre a pesquisa com células embrionárias.

Digizap

1 Comentário até o momento

  1. Otavio maio 29th, 2008 11:24 pm

    Acho que o STF poderia aproveitar e rever o conceito de vida humana. Talvez fosse possível, sem modificar a Constituição Federal, estabelecer que a vida começa a partir dos 3 anos após a fecundação (mais ou menos 2 anos e 3 meses após o parto).

    A criatura ganharia o status de ser humano quando fosse capaz de se alimentar sozinho. Com isto, caso os doadores do material genético que deu origem à criatura concordem, será possível extrair órgãos inteiros ao invés de apenas algumas células.

    Seria fácil convencer a opinião pública, basta dizer que várias vidas podem ser salvas. E se isto não for suficiente, o argumento de que a Igreja é contra, obrigaria a “Ciência” a ser a favor.

    Ainda bem que os seres humanos não são gerados a partir de óvulos de tartaruga. As tartarugas são protegidas desde a fecundação e a eliminação de seus óvulos é crime.

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