Arquivos da Categoria 'Premiére'
Tira-Gosto
“O que eu quero? Sossego…”
Mas vamos que vamos que daqui a pouco a bodega aqui vai funcionar só meio expediente. E olhe lá.
- “Para que se tenha uma idéia: algo como um bilhão e 900 milhões de dólares foram rastreados na investigação. Fortuna essa advinda de aplicadores e, quase sempre, a transitar por paraísos fiscais. Técnicos do Banco Central e da Receita Federal também trabalharam na megainvestigação pilotada pelo delegado Queiroz.”
Crianças, tudo tim-tim por tim-tim do caso Daniel Dantas, que quase me fez cair da cadeira quando abri os jornais hoje cedo. Bob Fernandes explica tudo, mas tudo mesmo.
Azeredo é aquele puto corrupto de Minas Gerais? Ajude a derrubar esse descalabro. Aliás, os eleitores controlam as contas dele?
- Já baixou o Donkey, do CSS? Olha, eu odeio a palavra “maturidade”. E óbvio que não dá pra usá-la assim num segundo disco, mas é como se a banda estivesse mais… séria. Isso. Como se fosse banda de verdade, tocando direitinho, com uma fórmula pop bem traçada. Eu gostei muito de metade do disco.Aliás, a banda é capa da nova NME, na Inglaterra.
- Cara, e se a internet… er… tipo… sumir do mapa?
- Pizza no casquinho, como se fosse um Cornetto?
- “É que periodicamente surgem entre os nigerianos surtos de uma espécie de psicose. O cidadão acredita que seu próprio pênis está desaparecendo; sente um súbito encolhimento do órgão genital, prenúncio de sua progressiva aniquilação no rumo de um buraco negro. Atribui o fenômeno à feitiçaria, e identifica num passante – ou na pessoa sentada à sua frente numa sala de espera, por exemplo — o responsável pelo malefício. Dá o grito de alarme, e o acusado fará bem em fugir rapidamente: o linchamento vem antes que alguém possa pronunciar “psicose paranóide coletiva.”
E aí, já pensou perder o pau assim?
- O cara mora em Perdizes, o bairro, ninguém sabe direito muita coisa sobre ele, mas aí apareceu no site do Sasha Frere-Jones, da New Yorker, que deu como referência pro som do cara o Animal Collective. Ai a indie scene daqui começou a sacar Babe, Terror. Depois o Pitchfork levantou a bola também. Adianto: achei chaaato.
- “Eu já havia participado de turnês de Bob Dylan e gravado Bob e The Band em 1974, mas ‘Blood on the Tracks’ foi o primeiro e único álbum de Dylan que eu gravei no estúdio. Como muitos de seus fãs, eu sentia grande admiração pelo talento de Bob e respeito por sua postura polida e distante. (…) Era evidente que este álbum trataria de questões pessoais. Bob estava se separando; estava frágil emocionalmente e numa encruzilhada, do ponto de vista criativo.”
Trecho desse livro aqui. Eu quero.
- Um disco pra viciar. Aliás, sempre curti a banda, desde… “Lucyyyyy, não diga que já foi o bastaaaante”. Bons tempos.
1 comentárioPetiscos
- Oh, céus! Por uma hora dessas diretor, editores, montadores e quetais devem estar trancados num estúdio animalesco de cinema, retocando The Road, de Comarc McArthy. Isso realmente aguça minha ansiedade. Comprem o livro, saiu no Brasil pela Alfaguara, se chama A Estrada.
- Stephen Hawking by Lego. Que tal?
Roubei do Parada.
- “de roupão na varanda tomando uma margarita frozen”, “billy ocean combina com um domingo no melhor clima curtindo a vida adoidado. empolgante”, “No lounge do baile o melhor estilo Rick Martin”, “SP para mim se resume em uma palavra: olhar moema. Uma verdadeira explosão de emoções, cores e sabores. bom dia a todos”.
Pow! Pow! Pow! Pára tudo! Vitor Fasano TEM TWITTER e fica o dia inteiro contando o que faz…
- Já imaginou Rembrant pintando Homer Simpson?
- “Eu não agüento mais falar de bossa nova (…). Com esse advento do cinqüentenário da bossa nova, não param de me ligar. Fico sem saber para onde ir. Venho para São Paulo, falo um pouquinho sobre o assunto e volto para o Rio no mesmo dia. Como se eu fosse o Ministro da Cultura, o embaixador da bossa nova, acompanhado de uma comitiva. É… desagradável.”
Como eu adoro o João Donato.
- O clipe de Rat is Dead, do CSS. Era pra eu ter postado antes, acabei esquecendo. Já é velharia por aí.
Boa segunda-feira.
1 comentárioCine Columbus
Um dos filmes do circuitinho de arte (algumas vezes chato de dar dó, convenhamos) que eu mais curti ver (isso a uns oito anos atrás) foi Violência Gratuita (Funny Games), de Michael Haneke. Se não me engano a produção do filme era mezzo alemã mezzo austríaca. Trocando em miúdos era uma espécie de Laranja Mecânica sem tanta pretensão, na era do Big Brother. Jovens bem apessoados aterrorizando, espancando e violando uma singela família na sua casa de campo. Uma delícia. Daí o Márcio deu o toque que fizeram um remake americano do título. E, como se sabe, americano quando decide fazer remake, com raras exceções como um The Departed, de Scorsece, geralmente produz merda em grande escala. Só que a nova versão de Funny Games é do mesmo diretor, o Haneke, tem os mesmos enquadramentos e tal, a diferença é Tom Roth, Naomi Watts e Michael Pitt. Abaixo trechos da primeira versão e do remake. Quero rever um e inaugurar outro. Sacaê:
Falando em filme, você já viu Wall-e? Cravou a segunda pérola da coroa do cinema em 2008, junto com Homem de Ferro e breve The Dark Night. Como se não bastasse o filme ser mesmo o melhor da Pixar desde Procurando Nemo, a trilha é saborosa. Se quiser baixar clicaqui.
1 comentárioBack! (agora sim o post acabou!)
Lets? (Onde achei essa foto do neón? Deu branco, saco. Quem sabe aí?)
Hola hermanitos! Bueno? Pois é, com eu havia avisado logo abaixo, qualquer hora eu voltaria com a programação normal deste Adeus Columbus. Sacomé, veio o lançamento do livro, depois a leitura de mais alguns e as conseqüentes resenhas (isso se chama trabalho), sem contar uma preguiça considerável nas horas vagas. A verdade é que hoje eu vou tentar atualizar com o maior post da história do site =P Será que consigo? Explico. Daqui uns dias viajo a trabalho e me enfurno durante praticamente três meses num negócio cansativo e que me tomará todo e qualquer naco de tempo. Isso quer dizer que: sim, o AC voltará às moscas por um longo período. Aliás, não às moscas, mas naquele estado de atualizações rareadas. Então sejogaê e depois me diz.
- Cara, eu nunca tive muitos bonecos na minha infância. Primeiro porque eram caros, segundo chegavam poucos (e mais caros ainda) na distante cidade aonde eu morava. Daí tenho lá esse interesse por toy art, acho que fruto dessa lacuna da infância e tal. Às vezes penso que preenchi isso com livros. Hoje tenho não todos os que quero, mas a maioria do que posso e um algo mais. Mas já pensou quando juntam livros e bonecos? Bah, que delícia. Como esse boneco de Edgar Alan Poe, por 14 dólares. Alguém se habilita?
- Encontraram imagens inéditas dos Beatles, de 1967. Ruins e tal. Mas e daí? O que importa é ganhar em cima dos mortos. Necrofilia da arte ou pura diversão?
- O primeiro eu acho melhor do ponto de vista estético do que cinematográfico (entendeu?). Digo no modo do fazer cinema, enredo, roteiro, atuação. Embora fiel (até demais) a graphic novel em que se baseia, 300, de Frank Miller e Zack Snyder me deu a impressão de jorrar testosterona da tela, quando na verdade os quadrinhos têm (será pelo formato como a história é contada?) um quê de poético. Agora dizem que vem o 2 por aí. Cola?
- Se tem uma coisa que deixa qualquer fã em polvorosa são as caixas de luxo de bandas e edições especiais de filmes (se bem que a maioria é tudo caça-níquel). Lembro uma vez que eu estava com a Mari na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e ela perdeu a compostura diante de uma caixa lindíssima do Velvet Underground. Nem as crianças da seção de livros infantis pareciam tão excitadas. Daí consegui segurá-la e ela acabou não comprando. Era uma nota. Mas na boa, se eu passasse em frente a essa caixa do The Jesus and Mary Chain… eu levava!
- TV Google. Pois é, aonde o Google vai parar? Tomara que muito, muito, muito além do que está.
- “Como assim você não conhece Led Zepellin?” Bah, Escola do Rock é um dos filmes mais divertidos dos últimos anos. Desses que fizeram até falta na Sessão da Tarde da minha geração. Acho que por isso tanta empatia com o clima, a história e tal. Então, daí que o filme vai ganhar uma continuação. Curti!
- Quer ouvir o novo disco do Beck na íntegra? Na Amazon tem. Olha, achei xoxo. Curto muito os primeiros discos dele, inclusive aquele mezzo acústico que neguinho mete o pau (como é o nome mesmo? Algo a ver com “sea”). Mas esse não rolou.
- Já viu o trailer de Valkyrie? O filme em que Tom Cruise interpreta um oficial da SS que armou pra matar Hitler e se fodeu. Deu um rebu tempos atrás, lembra? Acho que por causa da família que não queria o mocinhono papel principal. Sacaê:
- “Fecho os olhos e não consigo me lembrar dos tênis que calço. Se forem chinelos talvez eu esteja na praia ou numa piscina. Poderiam também ser coturnos estirados sobre a cadeira da frente, enquanto a garçonete providencia o meu pedido. Pode ser que eu não tenha mais pés para calçar ou que, ao contrário, tenha cem deles. Pode ser que eu seja uma centopéia. Abro os olhos e continuo não me lembrando, pois de repente lembro que perdi a memória.”
Joca, o Terron, amigo do peito, retornou à blogosfera. Salve!
Ps.: Esse “a” antes de blogosfera, tem crase?
- Não é a primeira vez que Marcelo Mirisola ataca autores, editores e quem mais aparecer na frente. A bílis do rapaz é negra e tediosa, já que não foge dos mesmos alvos. Cheira a despeito, claro, a loucura não. Ele sabe o que faz. Tem lá sua platéia. Deixou de ter (e quem se importa?) a minha, ao menos para os livros dele. Para mim, tão chatos e repetitivos, na forma, no estilo e no conteúdo, quanto alguns que ele critica. Depois de Santiago Nazarian, agora foi a vez dele desancar Marcelino Freire, em dois textos. É muita falta de uma lavagem de roupa, né não? Ah, e ainda chegou atrasado em Homem Comum =P
- Taí uma coisa que eu estando em Nova York não poderia deixar de perder… show gratuito do Bon Jovi. Argh!
- Na maioria das vezes eu quero ficar velho longo do mundo. Isolado, igual a Zuckerman (compre Exit Ghost, de Roth). Noutras, quando vejo um vídeo desses por exemplo, me dá vontade de ficar velho se acabando no meio no mundo, como o Neil Young. Classe!
- Quem acompanha isso aqui sabe que eu sou alucinado pelo Justice, duo francês de música eletrônica. Daí que agora os caras resolveram reverenciar um dos referenciais da e-music: o Prodigy. E com a música que eu mais curto deles, Smack My Bitch Up. Baixaqui e já enfia no iPod.
- “Viva numa cidade. Prédios de apartamentos consomem menos energia no inverno do que casas, mas esta não vale tanto para cidades grandes brasileiras como São Paulo. Uma cidade bem azeitada, como Nova York, Paris ou Londres, tem transporte público que as pessoas de fato usam. Cidades favorecem, por sua arquitetura, o transporte de grandes massas de população gastando muito pouco combustível fóssil. Quem vive no campo ou em cidades menores depende do automóvel.”
Essa é só uma das dicas não muito ortodoxas que a Wired lista de medidas para combater o aquecimento global. Na boa? A maioria delas faz muito, muito sentido.
- Só que na mesma edição a Wired publicou um artigo do Alex Steffen desmentindo a lista com um argumento bem simples (e que faz tanto sentido quanto a lista) de que combater o aquecimento global não se trata de uma equação simples de carbono. O aquecimento é na verdade sintoma de como tratamos mal o planeta. E agora? Quem está certo?
- “Viver é muito perigoso… Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, pôr principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para o concertar consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo. Montante, o mais supro, mais sério… Só se pode viver perto do outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor.”
O Adeus Columbus também homenageia Guimarães Rosa. Bonito, né? Trecho de uma fala de Riobaldo.
- O Irã pode fabricar uma bomba nuclear em seis meses? Hum… Isso tem cara de ataque. Contra o Irã, claro.
- Ainda sobre dona Ruth Cardoso, um texto sensível da irreparável Cora Ronái.
- Eu nunca sequer cogitei ser médico um dia. Sangue, definitivamente, não é uma das coisas mais agradáveis que eu costumo ver. Me dá agonia, asco às vezes. Talvez por isso a curiosidade mórbida de saber (a animação é perfeita) como é que bate um coração no peito de um desafinado…
- “Há uma explicação controversa para explicar a cultura anti-muçulmana na Europa: mesmo após 60 anos de introspecção a respeito do anti-semitismo que levou ao Holocausto, os europeus não se convenceram de que imigrantes com diferenças culturais e religiosas devem ser tratados como membros plenos de sua sociedade. O anti-semitismo europeu entre as duas grandes guerras incluía acusações de crime, de conservadorismo religioso, inferioridade genética e, principalmente, falava da impossibilidade de assimilação.”
O racismo na Europa mudou de cor? Aliás, de credo. É o que diz Noah Feldman.
- Uma entrevista bacana com Yoane Sanchèz, a blogueira censurada de Cuba. Quem diria, hein? Los viejos de Sierra Maestra todos com el cu en la mano com medo de um tecladinho e uma rede de comunicação…
- Bom, eu sei que estou chegando atrasado, mas ainda vale reler a resposta de Caetano Veloso a Fidel Castro. Na boa? Caetano é quem dita as regras. Faz quarenta anos e ninguém se toca disso. Cada vez que alguém vem dizer (eu já fiz isso) que ele só fala merda, só ratifica o óbvio: ele é relevante, em qualquer coisa que opine.
- “Está tudo ao contrário. Antigamente, era o stablishment que queria controlar a liberdade sexual. Agora é a liberdade sexual que quer enquadrar o stablishment. Esse projeto de lei que o Senado vai votar, criminalizando atos de preconceito contra os gays, não poderia ser mais preconceituoso. Pelas novas regras propostas para a vida em sociedade, se um proprietário não alugar seu imóvel para um homossexual, por exemplo, pode ir preso. O motivo pode até ter sido a falta de confiança no fiador, mas o inquilino recusado poderá alegar que foi discriminado por sua opção sexual. E por aí vai, com desdobramentos igualmente autoritários para seleção profissional, tratamento na rua etc. Chamar um sujeito burro de “jumento” pode. Chamar um gay de “bichona” vai dar cadeia.”
O Fiúza faz uma abordagem interessante dessa nova lei. Será que pega? Sem trocadilhos, por favor. Eita, será que eu vou ser preso por essa brincadeira? Ui!
- Fiquei bem puto quando o Cony decidiu tungar a patuléia, embolsando seu milhão como vítima da ditadura. Mas, quero anunciar de público que todo o meu apreço pelo cronista está retomado desde já. Tudo porquê quando indagado sobre as comemorações de 50 anos da Bossa Nova, ele foi cirúrgico: “É uma música chata”. Clap! Clap! Clap!
- “Ele vai direto até o quarto, que cheira bem e tem luz suave, e tira a roupa. Soraya surge do banheiro, despe o roupão, escorrega para a cama ao lado dele. “Sentiu saudade de mim?”, ela pergunta. “Sinto saudade o tempo todo”, ele responde. Acaricia seu corpo marrom cor-de-mel, sem marcas de sol, deita-a, beija-lhe os seios, fazem amor.”
J.M. Coetzee, em Desonra. Soberbo, porque é simples, enxuto, sem afetação. Ando com uma vontade enorme de me debruçar sobre a obra completa dele… Será que tenho tempo? Ano passado o encontrei entre as barraquinhas de artesanato em Paraty. Calado estava, calado passei.
- Tem curiosidade de saber quem são os 50 autores mais traduzidos da história?
- “Faço uma literatura de entretenimento, uma literatura pop. Minha grande ambição é alegrar, divertir as pessoas, emocioná-las um pouco, esclarecer uma coisa ou outra. É para isso que eu rezo literalmente, todo dia, antes de escrever: para que meu trabalho possa alegrar, divertir e esclarecer. (…) Já é muito difícil você conseguir essas coisas. Muita gente que quer fazer arte não consegue sequer fazer um bom entretenimento. E, às vezes, naquilo que tem o espírito de entreter com leveza, você também encontra arte e profundidade.”
Você pode não achar o Nelson Motta um grande autor. Mas sensato ele costuma ser.
- Bateu a síndrome de Madonna em Michael Jackson. Para se manter no topo (ele, no caso, para ressurgir) correm atrás de gente da moda. Até agora parece que rendeu isso. Blergh!
- “Há exatos 100 anos uma explosão destruiu cerca de 60 milhões de árvores em Tunguska, na Sibéria. Ninguém sabe dizer ao certo o que causou tamanha destruição (estima-se que a potência do evento tenha sido mil vezes maior que a da bomba nuclear que devastou Hiroshima, 37 anos mais tarde). A explicação mais comum é que um meteorito teria caído na região. Pessoas que moravam a milhares de quilômetros do local disseram ter visto uma luz semelhante ao Sol se movendo e - logo depois - uma luz forte. Mesmo a uma distância considerável, o impacto derrubou pessoas e quebrou vidros de janelas. Um terremoto de cinco pontos na escala Richter foi sentido.”
Desculpe minha inguinorança, mas não havia lido nada a respeito do fato. Depois que o Terron, não o Joca, mas o Paulo, levantou a lebre, só procuro coisas sobre.
- Amy “Tyson” Winehouse. Achei muito bem feito. Pro carinha lá. Deixa a moça em paz, ô caraio!
Protesto bem sacado. E justo.
- Eu tenho muito orgulho de escrever nessa revista! Haha! Ah, e para os que estão em Paraty, para a Flip 2008, fica de olhoaê numa edição especial que a Piauí está lançando para a festa. Tem um texto meu. Guardem pra mim =P
- Por falar em Flip, para os que como eu não vão pode ir, a saída é acompanhar tudo via web, ao vivo. Bacana, né? Mas nada, absolutamente nada compensa a falta do ruge-ruge de gente ali na pracinha.
- Modelos… Tsc, tsc, tsc.
- “Em Outubro o produtor gaúcho Alê Barreto lançou via Overmundo o livreto “Como organizar um show“. Esse mês, a publicação ganhou versão impressa. Trata-se de um guia rápido - pouco mais de 60 páginas - para iniciantes. Fala um pouco dos conceitos básicos que envolvem o processo de produção de um evento desses. Foi anunciado como primeira publicação no Brasil sobre produção de shows. Não é - o Itaú Cultural lançou um livro sobre o assunto em 2005 - mas ainda assim é um material interessante para dar uma lida com calma.”
Dica bacana do Bruno. Se todo mundo que produz shows lesse isso… O mundo seria outro.
- Ah, vai, na boa, curti essa versão do Bidê ou Balde pra Maior Abandonado, do Cazuza. Sério.
- “Tá bom, eu já sei que em 1968 o mundo todo libertou o Mandela. Deve ser por isso que há 40 anos vivemos num interminável show da Anistia Internacional, ouvindo Simple Minds sem parar. Já deu. Virem o disco -ou troquem por um do Serge Gainsbourg- e passemos ao ano seguinte.”
- Não dá mais pra brigar como antigamente… Falta nível, sabe?
- “Em 1941, o editor Edward Dowling escreveu: “Os dois maiores obstáculos para a democracia nos Estados Unidos são: Primeiro, a ilusão generalizada entre os pobres de que temos uma democracia; Segundo, o terror crônico entre os ricos de que tenhamos uma”. O que é que mudou? O terror dos ricos é maior do que nunca, e os pobres transmitiram sua ilusão àqueles que acreditam que quando George W. Bush finalmente se afastar, em janeiro, diminuirão as suas numerosas ameaças ao resto da humanidade.”
- “Há pequenas impressões finas como um cabelo e que, uma vez desfeitas na nossa mente, não sabemos aonde elas nos podem levar. Hibernam, por assim dizer, nalgum circuito da memória e um dia saltam para fora, como se acabassem de ser recebidos. Só que, por efeito desse período de gestação profunda, alimentada ao calor do sangue e das aquisições da experiência temperada de cálcio e de ferro e de nitratos, elas aparecem já no estado adulto e prontas a procriar. Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.”
Agustina Bessa-Luís. Autora portuguesa, um dos meus maiores achados recentes. Leiam, leiam!
- Cara, Rubem Fonseca cronista é uma delícia… O bicho fala de absolutamente tudo!
- “Parem as máquinas! Uma das estrelas mais queridas de Hollywood irá voltar à ativa depois de uma aposentadoria de mais de quatro décadas. O chimpanzé Cheeta, estrela de 12 filmes de Tarzan ao lado de Johnny Weissmuller nas décadas de 30 e 40, participará em breve de uma gravação musical e de um DVD, além de publicar um livro de memórias.”
Calil é quem conta.
- E diz mais: crise econômica é bom pro cinema.
- O Guardian alertou contra a maldição do Almodóvar para o cinema Espanhol. Só que ele, o diretor, resolveu responder. Vocês não acham isso bem Caetano Veloso? Hahaha!
- Lembra das discípulas do louco Inri Cristo cantando uma versão de Umbrella, né? Elas agora atacaram Hotel California. Hilário!
- Tarantino vai ter que dividir seu novo filme ao meio. Ficou grande demais. Tudo bem, a gente assiste, claro, é semi-deus, mas poderia ser mais conciso, né?
Amy Winehouse, Jack White e Beyoncè juntos? Hum… Quem nasce pra Rock in Rio não chega nunca a Glastonbury, né?
- Um comercial da Unimed com trilha do Retrofoguetes ganhou Cannes? A exceção confirma a regra, né? Fodaço.
- “Gramado vai homenagear Renato Aragão”. Bom, espero que a homenagem se concentre no passado, nos geniais filmes de antigamente e não nas merdas que ele anda soltando por aí todo ano.
- Rock, teoria da conspiração e muito papo-água antes do show que eu espero ver em breve. Muse!
- A esquematização das lendas urbanas. Tem cada uma…
- “A maior parte das escolas de Nova Orleans está em ruínas, assim como os lares das crianças que estudavam ali. As crianças agora estão espalhadas por todo o país. Isso é uma tragédia. Mas é também uma oportunidade para reformar radicalmente todo o sistema educacional.”
Uma reflexão sobre capitalismo, relações humanas e tudo mais.
- “Soube com tristeza, pela televisão, da morte de Ruth Cardoso. Ela sempre transmitiu uma grande distinção e serenidade em suas aparições públicas, e quem a conheceu pessoalmente creio que também tinha a mesma impressão.”
É bonito o texto do Marcelo Coelho sobre a Ruth Cardoso.
- “Nos próximos três meses, não vou andar de moto, de bicicleta, a pé, de metrô, de ônibus, de trem ou de carro. Nem de avião. Não vou ao teatro, cinema, praia, parque ou jogo de futebol. Não vou comparar Berlim, Nova Iorque, Rio e São Paulo. Não vou assistir televisão – seriado, documentário, noticiário, nada. Não vou discutir violência policial, treinamento do Exército ou a tirania das quadrilhas nas favelas. Não vou ler livros, ter lembranças da infância, me encantar com uma foto ou me irritar com um anúncio.”
Já pensou a Soninha eleita prefeita de São Paulo? Uma blogueira no poder…
Consegui? E se eu te disser que esse post ainda vai crescer mais? Rá!
Up Grade
- Eu pagaria 18 milhões para Gloria Perez nunca mais escrever uma novela na vida! Isso sim!
- O Starbucks vai fechar 600 lojas nos EUA? Pior que eu curto, mesmo me arrependendo todas as vezes, sem exceção, de quando paguei dez reais por um copo de café agüado. Rá!
- Quando Jay-Z (gênio, pra mim) foi escalado para tocar este ano no Glastonbury (aprendam crianças, o que é festival de verdade) Noel Gallagher do Oasis chiou e disse que o festival não era lugar de hip hop. O que fez Jay-Z? Retribuiu a provocação. Como? Cantando Wonderwall, do Oasis, imitando Noel! Haha! Sacaê:
- De acordo com a Rolling Stone americana, o filme chega perto de uma obra de arte. O IGN Movies chama o filme de obra-prima perturbadora. Agora pergunto, alguém duvida que é o maior e melhor filme do ano? Aguardmos apenas para confirmar. Ah, embaixo o cartaz novo do filme:
- David Cronenberg (um dos meus cinco diretores de cinema favoritos) e Abbas Kiarostami decidiram mergulhar na música erudita. Pois é, David transformou em ópera o seu filme A Mosca. Estréia essa semana, na França. Vê aí, ele falando sobre:
- Você gosta de cartazes de cinema?
- Obama, o onipresente.
- Mas também tem quem malhe…
- O que não impede de ganhar novos apoios.
- Ah, além de ver a Flip 2008 ao vivo, como falei lá em cima, a festa também tem um canal no YouTube, onde vídeos serão postados ao longo do evento. Bacana.
- “A calabresa está com os dias contados. É a próxima vítima na cruzada puritana que assola o Globo. Quando a última bituca for apagada no fundo do derradeiro copo de chope, pode anotar: eles virão atrás da lingüiça.”
Antonio, matador, como sempre.
- Eu gosto de uma coisa estranha.
- Moptop se preparando para lançar disco novo. Que venha!
- Mesmo o jornalismo de internet ainda chega atrasado nos fenômenos da rede. Por exemplo, a repercussão sobre o trabalho de Marcelo Adnet, na ressureição da MTV Brasil. Mas tá valendo.
- “No Brasil, o equivalente a 77 milhões de pessoas dizem não gostar de ler, segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada em maio pelo Instituto Pró-Livro. As principais razões para aqueles não-habituados à leitura: lêem muito devagar (17%); não têm paciência para ler (11%); não compreendem o que lêem (7%); não têm concentração para ler (7%). O brasileiro que lê, em média, conclui 4,7 livros e compra 1,2 exemplar a cada ano. (…) E haverá os que vestirão em Paraty a camiseta-campanha contra a exploração sexual: “Não alimente os escritores”. Mesmo que válidas algumas dessas restrições, a Flip ainda será um flerte sorridente com o livro num país de banguelas.”
Isso que Plínio Fraga defende é o que eu tento explicar algumas vezes, mas é charmoso ser contra a Flip, tem o ar (anacrônico, claro) de “ser contra o sistema”.
- “É melhor que não procuremos razões. O senhor parece, de fato, um escritor. Isso não é incômodo? Os escritores são como o senhor. Primeiro manifestam compaixão, depois se irritam quando a pessoa não se ajoelha diante deles como se fossem Deus. São exigentes.”
Robert Arlt, em Luba.
- Puta que pariu:
- Agora fiquei constrangido… Será que Marylin Monroe leu mesmo Ulisses, de Joyce, e eu não? Rá!
- Das coisas doces da vida…
4 comentáriosRoth, sobre a juventude
“Era assim mesmo: a severidade e a falta de tato de um jovem cheio de vitalidade, sem nenhuma dúvida a respeito de sua coerência, tornado cego pela autoconfiança e pela virtude de saber o que é mais importante. A implacável consciência da necessidade. O impulso aniquilador diante de um obstáculo. Aquela empáfia admirável, do tempo em que você é capaz de qualquer coisa e você tem sempre razão. Todas as coisas são alvos; você sai atacando; e você, só você, tem razão.”
Trecho de Fantasma Sai de Cena, de Philip Roth, que a Cia das Letras lança no fim do mês. Na próxima edição da Playboy uma resenha minha sobre o livro. Roth continua cruel como sempre. Matei o livro numa madrugada.
2 comentáriosA verdade sobre o sexo e a cidade
Ok, ok, prometo que não falo mais sobre Sex and The City - O Filme. É que eu achei tão despropositado, tão ruim que não resisti. Ainda mais depois de encontrar esse texto impecável da Ivana Arruda Leite sobre a bomba. Segue:
“Vocês que são pessoas espertas e inteligentes na certa estão dizendo: bem feito, quem mandou, o que você esperava? Mas o sábado estava bonito, a tarde fresca e eu sou das tais que consegue se divertir muito com uma boa comédia romântica. Lá fui eu. Que bosta. Que merda. Que raiva. Eu gostava do seriado, que aliás, só comecei a assistir quando elas já tinham se aposentado. Era divertido, aquelas bobeiras, aquelas roupas, aquele sexo e aquela cidade que não existem. Tudo bem. O filme é tão ruim que isso tudo vai virando uma tortura que não tem fim. No seriado a gente tinha a fantasia de que estava vendo um flash da vida das gurias. Terminou aquilo elas iam pras suas vidas comuns, fazer coisas de mulher comum. No filme não! Você fica horas e horas com aquelas mulheres que vão se esvaziando diante dos seus olhos, que vão ficando burras, que vão ficando feias, mostrando que acreditam mesmo naquilo, que não era uma piada ou simples entretenimento. A Carrie, que se mostrava uma simpática idiotinha eventual, revela-se a mais idiota das mulheres existentes sobre a face da terra. O filme escancara a imbecilidade dessas quatro moças e, pior, te põe na lista junto com elas porque, sinceramente, o roteiro do filme é um xingamento. No fim, você não agüenta mais ver vestidos diferentes, sapatos diferentes, chapéus diferentes e aquelas quatro papagaiando as mesmas asnices. Fiquei até o fim por teimosia, pra ver se em algum momento a coisa melhorava. Só piora. Minha vingança foi ver o cinema praticamente vazio. Na sessão das 3 da sala UOL, éramos meia dúzia de mulheres frustradas, contando os minutos pra sair correndo dali, entrar numa lanchonete, pedir uma cerveja e um sanduíche bem gorduroso antes de pegar o ônibus e voltar pra casa. Nada como uma fantasia mal feita pra mostrar como a vida da gente é substanciosa.”
Deixe seus comentáriosSex, City, crítica e coisa e tal
Contagem regressiva
Cara… Quem - como eu - vem fazendo contagem regressiva para a estréia de Batman - The Dark Knight, não consegue ficar um dia sem fuçar coisas por aí em busca de novas pistas sobre o filme. E não cansamos de encontrar. Vai ser o maior e melhor lançamento do ano no cinema. Alguém duvida?
Deixe seus comentáriosTrue Romance
“On September 10, 1993, a major motion Picture—penned by future hotshot Quentin Tarantino, directed by action pro Tony Scott, and starring Christian Slater and Patricia Arquette—hit theaters with a brash fusion of stylized violence and whip-smart dialogue. It bombed. But True Romance was born again when it was released on video, achieving cult status among film geeks, rock stars, and regular Joes who got hip to Tarantino after 1994’s Pulp Fiction. Now, on the iconic flick’s 15th anniversary, you’d never guess the saga of an Elvis-obsessed loner who marries a hooker and flees to California with her pimp’s cocaine, was anything but a Hollywood hit. A few of its scenes—cue the Christopher Walken, Dennis Hopper face-off—are held in mythic esteem. We corralled the stars and creators to reconstruct the secret historyof True Romance—the production screwups, the on-set madness, and the sex and violence that reverberate so strongly to this day.”
A Maxim começou a comemorar cedo. Pois é, em setembro Amor à Queima-Roupa completa 15 anos.
Deixe seus comentáriosSex and The City
Eu raramente gosto de uma crítica de cinema escrita por Isabela Boscov, da Veja. Talvez a antipatia se explique pela quantidade de spoiler que ela larga nos textos, o que eu acho de uma irresponsabilidade sem tamanho em se tratando de mídia impressa. Na internet, blogs, foruns tudo bem, mas não quero abrir um jornal ou uma revista e ler o final do filme como se fosse a coisa mais normal do mundo. Fora isso, ela acerta volta e meia. A resenha de Sex and The City foi um desses casos. Eu ia escrever minha resenha mas não consigo largar o livro King Kong e Cervejas, do Fabrício Corsaletti, e já desanquei o filme um pouco abaixo. No mais, concordo com Isabela do início ao fim. Segue:
“Em sua primeira temporada, de 1998, Sex and the City foi um estouro de audiência e alçou a rede HBO ao posto de principal potência criativa da televisão americana; no decorrer dos outros cinco anos em que permaneceu no ar, consagrou-se como algo mais: um evento da cultura pop, movido pela obsessão fashion, pelo culto ao cosmopolitismo de Manhattan e pelo sexo – quase sempre por iniciativa feminina. É verdade que, ao contrário de A Família Soprano, momento maior de genialidade da HBO, Sex nunca foi uma unanimidade (em parte porque aquelas quatro amigas ultraconsumistas, no que toca tanto a sapatos quanto a homens, pareciam algo aterradoras para o contingente heterossexual masculino). Já Sex and the City – O Filme (Sex and the City: The Movie, Estados Unidos, 2008), desde sexta-feira em cartaz no país, deve atingir o consenso: os diálogos são pavorosos, o humor é vulgar e os clichês se acumulam (incluem, a saber, uma noiva deixada no altar, um sushi erótico e uma seqüência de trocas de roupa). Elenco e equipe, trazidos na íntegra do seriado, parecem ter regredido a um estado penoso de amadorismo. Espantosamente, nem os figurinos são inspiradores. Sex and the City – O Filme é o equivalente a uma bolsa de várias coleções passadas: nunca deveria ter saído do fundo do armário.”
Deixe seus comentáriosRun like hell
Rápidas e rasteiras que o tempo urge.
“O ator e diretor americano Clint Eastwood mandou hoje seu colega Spike Lee “calar a boca”. A declaração foi feita após Lee criticar Eastwood por não incluir nenhum soldado negro em dois filmes recentes do diretor. Em sua crítica, Lee se referia aos filmes “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima”, ambos feitos por Eastwood e que narram batalhas travadas perto do final da Segunda Guerra Mundial.”
Que coisa, né? Mas o Eastwood justificou direitinho, não ficou só na bronca não.
“Um homem vestido com o uniforme do Batman, personagem das histórias em quadrinhos, fez um protesto durante a sessão que aprovou o aumento de 36% nos salários dos vereadores no final da tarde desta quinta-feira, em Joinville.”
Já pensou se a moda pega? A Liga Justiça vai ser pouco para tanta coisa…
Afim de ouvir o disco novo do CSS, Cansei de Ser Sexy? O Amazon liberou 30 segundos de cada faixa. Güentaê que daqui a pouco vaza e eu disponibilizo o link pra download completo =)
Deus do céu, o paraíso: 150 (eu disse CENTO E CINQUENTA!) scketches do Monty Phyton. De graça, com links virados pro YouTube.
Os moleques do filme Superbad estão escrevendo um episódio de Os Simpsons. Vem coisa boa aí, né?

Genial isso aí em cima, né não? Óbvio que o filme não vai acontecer, mas os caras criaram uns cartazes muito fodas. A lebre foi levantada pelo Bruno.
Quero, desejo e não vou conseguir viver sem, como diz me amigo Augusto Bezerril.
Saca esses desenhos do Grampá. Isso tá virando filme. Produzido pelo Rodrigo Teixeira, bróder.
Segundo o Terron, Seu Jorge vai gravar Michael Jackson e Kraftwerk no seu novo disco. Protegei-nos Senhor!
Mario Ivo justifica (e eu acompanho o voto do relator) porquê ainda não leu Ulisses, de James Joyce.
Por falar em literatura, saiu a programação completa da Flip 2008. E eu não vou mais. Pois é, minha segunda Flip vai ficar pro ano que vem. Ponderei custos e enfim, não valia a pena sair de casa e gastar tanto (mesmo revendo e convivendo lá com bons amigos) para ver três mesas que eu acho indispensáveis: Pierre Bayard, Tom e Neil Gaiman.
Na verdade o comercial deveria ser proibido de tão ruim que é, não por ser ofensivo a moral. Aliás, ofensivo mesmo so à criatividade. Ah, publicitários…
O maior desastre do mundo. Aqui.
Olha que relógio louco! Dica da Hermman.
Em se tratando de literatura no Brasil, é urgente que o debate tome esse rumo:
“Como disse, está havendo o Salão do Livro, aqui em Teresina. E 9 entre dez “escritores” reclamam da falta de apoio, da falta de incentivo, etc, etc, etc. Pergunto: até que ponto é obrigação/responsabilidade do Estado ou da iniciativa privada bancar/financiar livros (considerando-se que 90% deles, eu inclusive, ou mais, sejam de interesse único e exclusivo do autor e sua família, ou fruto de vaidade, ou qualidade literária sofrível)? Como incentivar novos escritores? Concursos premiam um de cada vez, e olhe lá. Enfim, qual o papel do Estado nisso tudo? Bem, se acreditar que isso pode ser um bom tema, ótimo. Senão, ao menos pode-se discutir por aqui.”
Palavra do Tiago, escritor no Piauí.
O Sergio Rodrigues opina do outro lado:
“Mas não digam que fiquei em cima do muro. Acredito que o Estado tenha um único – e importantíssimo – papel em relação à literatura: cuidar dos leitores, tanto de sua formação (oferecendo uma educação pública de qualidade) quanto de seu acesso aos livros (por meio de uma boa rede de bibliotecas, campanhas de divulgação, incentivos para publicações de baixo custo etc.). Digamos que no desempenho desse papel, numa escala de zero a dez, o Estado brasileiro leve nota um.”
E ainda sugere uma matéria bem boa sobre o assunto.
O Calil é desses que prestam atenção nos créditos dos filmes. E isso diz muita coisa sobre o cinema atual.
E aí, foi bom pra você?
Ps.: Já baixou o novo disco do Coldplay? Tio Levino consegue pra você. Clica aqui.
Deixe seus comentáriosDecepção na cidade

Sim, foi assim que eu fiquei vendo Sex and The City - O filme. Como pode ser tão chulo? Como pode ter diálogos tão ruins? Como pode terminar com uma frase digna de um conselho de Luiz Gasparetto (”o amor é a única grife que não sai de moda”)? Como pode ter um roteiro tão perdido, que sai do nada para lugar algum? Como pode, tendo como base um seriado tão inteligente e bem humorado, usar recursos de American Pie para fazer rir? Uma senhora de quarenta e poucos anos se borrando nas calças é realmente constrangedor. Sushi erótico foi péssimo no Domingão do Faustão e continua despertando vergonha alheia. E nem adianta vir com a desculpa de que o filme foi feito para quem gosta da série. Filme é filme, ainda mais um blockbuster com expectativa gigante de bilheteria e tamanha divulgação. É ruim porque é mal dirigido, tem um péssimo roteiro e mostrou que todas elas são ótimas atrizes, mas de seriado. Passou dos 50 minutos de cada episódio semanal, já era, vira uma chanchada no melhor estilo Toma Lá Dá Cá da TV Globo ou melhor, uma versão feminina de Wild Hogs. Constrangedor. Ah, calma, isso ainda não é a minha resenha para o filme, foi só uma observação =P
Deixe seus comentáriosLeituras do dia
Cinema caro por causa do etanol? O Calil explica:
“Por uma série de fatores interligados da cadeia econômica, a explosão do etanol do milho está elevando o preço da pipoca nos cinemas e, em última instância, também o dos ingressos de filmes. Funciona assim: 1) com a demanda crescente de milho para a produção de biocombustível, diminui a oferta do produto e aumenta seu preço, incluindo aí o da pipoca; 2) nas grandes redes de cinema americanas, o faturamento da venda de pipoca é usado para conter o preço do ingresso; se cai o lucro do primeiro, aumenta-se o valor do segundo. De acordo com uma série de notícias publicadas nos EUA, o problema já é uma realidade. A rede AMC Entertainment, do Kansas, anunciou que irá aumentar o preço da pipoca em 25 centavos e o dos ingressos, de US$ 9 para US$ 10.”
O Hanif Kureishi desancou bonito oficinas de criação literária. Podia ser menos cru, mas tem lá suas razões:
“Os cursos de escrita, especialmente quando envolvem a palavra “criativa”, são os novos hospícios. Uma das coisas que se nota é que, toda vez que ligamos a televisão e um estudante enlouqueceu com uma metralhadora em algum campus dos Estados Unidos, é sempre um aluno de um desses cursos. A fantasia é que todos os estudantes vão se tornar escritores de sucesso, e ninguém os desilude. Quando você usa a palavra “criativo” e a palavra “curso”, há algo de enganador nisso.”
Fiúza pergunta: E agora, Lula?
“Se a Anistia Internacional estivesse preocupada com os direitos humanos, e não em tomar posições ideológicas, não passaria (vergonhosamente) a mão na cabeça das Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, guerrilha que utiliza os métodos humanitários por todos conhecidos. Outro que, meio dissimuladamente, mima as Farc é Luiz Inácio Lula da Silva. Agora com a revelação das cartas do líder Raúl Reyes ao presidente brasileiro, em reportagem de “Época”, espera-se que ele venha a público dizer, afinal, de quem é amigo. As cartas não têm um tom qualquer. O tom é de companheirismo, quase de bajulação, denotando uma relação de alta cumplicidade. De 2003 (data das cartas) até hoje, não se ouviu uma só palavra de reprovação de Lula às Farc. Se não quisesse essa cumplicidade, o presidente brasileiro deveria ter rechaçado publicamente o flerte político.”
Deixe seus comentáriosA Estrada
“A grande realização de Cormac McCarthy não é o sonho americano (…). Agora, ele nos deu o grande pesadelo americano.”
O Guardian resumiu dessa forma o livro A Estrada, do genial Comarc McCarthy. Já o NY Times dá conta de como vai ser o filme, com toques de Mad Max. Para mim, uma coisa basta para indicar que vai ser um puta filme: Viggo Mortensen. Não tem o livro ainda? Corra, compre e leia.
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