Bossa, chata e velha
E não param de chegar opiniões que coadunam (hahaha! nunca pensei que fosse escrever isso!) com o que o blog prega sobre a Bossa Nova. Com vocês, Carlos Heitor Cony, hoje na FSP:
“Quanto à bossa nova, sem contestar sua importância e seu sucesso, continuo achando que “Garota de Ipanema”, carro-chefe do movimento, é de uma chatice avassaladora, sobretudo em sua segunda parte. De Tom, prefiro “Samba de uma nota só”, parceria com Newton Mendonça, e “Lígia”. Mas o melhor produto da bossa nova, para meu gosto pessoal, é “Maria Ninguém”, de Carlos Lyra, na versão cantada por Brigitte Bardot. Gosto também dos clássicos gravados por João Gilberto, como “Bolinha de papel”, de Geraldo Pereira, e “Pra machucar meu coração”, de Ary Barroso. Músicas anteriores ao movimento, mas que se tornaram novas na interpretação do cantor baiano. Detesto com todas as veras d’alma os diminutivos nas letras de Vinicius de Moraes: “Pois há menos peixinhos a nadar no mar do que os beijinhos que darei na sua boca”. Aqui, ô!”
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