Avalanche
Posted by levino on dezembro 18th, 2008 filed in Vida Digital- E aí, vai no show do Little Joy aqui em SP, no Clash? Dia 28 de janeiro =)
- Falando em shows, olha a tacada já confirmada pra 2009.
- Putz, eu sempre achei que a sequência de ataques do PCC a São Paulo, em 2006, eram um roteiro pronto de um puta filme de ação. O problema é que filmes de ação não casam com cinema brasileiro. Nêgo vai querer fazer filme com análise sociológica de quinta categoria, aí fode tudo. Mas, esperemos esse aqui.
- Ô, eu acho o Chico Anysio gênio, mas na boa, quem aguenta mais essa ladainha dele? Porra, não tem um repórter que consiga arrancar alguma frase que não seja de ressentimento? Eu, hein.
- Minha filha, antes de escrever você já merece um Pulitzer =P
- Deposito toda a minha fé que Fernando Meirelles vai fazer um puta filme adolescente e se recuperar da chatice profunda que é Ensaio Sobre a Cegueira.
- Falando em cinema, como um país desses pode conhecer o futuro? E sei bem como isso funciona, por ter saído dos cafundós do Judas, onde cinema era algo mais ou menos alienígena. Depois, em Natal, ter que me acostumar com 800 mil habitantes e 14 míseras salas de cinema. Foda.
- Fechando a listinha de presente pro Levino: Pavement. Apenas 44 dólares.
- A Flip de 2009 já tem data para acontecer: 1 a 5 de julho.É Flávio Moura quem diz. E mais: Manuel Bandeira será o homenageado. Acho justo.
- “Fico perplexo e me divirto com as idéias fabricadas sobre supostos “grandes livros”. Que, por exemplo, o asinino “Morte em Veneza”, de Mann; o melodramático e pessimamente escrito “Doutor Jivago”, de Pasternak; ou as crônicas caipiras de Faulkner possam ser considerados obras-primas, ou pelo menos aquilo que os jornalistas chamam de “grandes livros”, é para mim o mesmo tipo de ilusão de quando uma pessoa hipnotizada faz amor com uma cadeira.”
Sim, é Nabokov, o maior de todos, falando no YouTube. Peguei aqui.
- As doze melhores idéias de presentes para apaixonados por música. Será?
- E Brian Eno compondo coisas para o novo filme de Peter Jackson? Grandiloquência resume tudo, certamente.
- Sim, a humanidade (em termos de civilização) lê cada vez menos. Um horror.
- Estante foda, hein? Peguei no Doria.
- Marianne, a grande dama, volta com novo disco. Bueno, bueno.
- Zumbis são sempre bacanas. Peguei na Dani.
- “Na primeira página, a reportagem de David Barstow sobre o general da reserva Barry McCaffrey, além de ser notável pela radiografia da promiscuidade entre Washington, a mídia e o complexo militar privado, é um exemplo da página impressa como aliada fundamental do jornalismo investigativo. É difícil segurar a atencão do leitor na tela ao longo de 5.197 palavras.”
Lucia, as usual.
- “Ele foi treinar as meninas do Brasil e conseguiu fazer com que as mulheres, mesmo com dois neurônios, conquistassem a medalha de prata na Olimpíada.”
Esse, sim, merece uma sapatada.
- Cohen, Buckley ou Bon Jovi? De quem é a melhor versão de Hallellujah? Eu fico com Buckley.
- Minha nossa senhora, tirem as crianças da sala. Os Dez Mandamentos, com Heston, era propaganda da Guerra Fria?
- Sim, 2008 foi o ano da Mixtape.
- Forastieri mode on: o mundo será realmente um lugar melhor de se viver se alguém der um tiro na Vitoria Beckham.
- Olha, eu vou fazer assim, copio duas opiniões sobre o mesmo fato, você tira suas conclusões, mas no final eu revelo a minha.
“Tardia como em geral a justiça o é, mas definitiva. Afinal, não era assim, faltava-nos o golpe final, faltavam-nos ainda aqueles sapatos que um jornalista da televisão iraquiana lançou à mentirosa e descarada fachada que tinha na sua frente [George W. Bush] e que podem ser entendidos de duas formas: ou que esses sapatos deveriam ter uns pés dentro e o alvo do golpe ser aquela parte arredondada do corpo onde as costas mudam de nome, ou então que Mutazem al Kaidi (fique o seu nome para a posteridade) terá encontrado a maneira mais contundente e eficaz de expressar o seu desprezo.”
Primeiro, Saramago. Agora Fiuza.
‘Os que gostaram da sapatada de novo vão gritar que é diferente. Na derrubada das torres gêmeas foram sacrificados milhares de inocentes. Se o salto do sapato iraquiano abrisse um talho na testa de Bush, a inocência estaria a salvo. A inocência e a covardia também. Saddam Hussein jogaria um sapato em Bush. Bush jogaria um sapato em Bush. Atirar sapatos numa coletiva de imprensa, atirar pedras na Faixa de Gaza e atirar bombas no Oriente Médio são capítulos da mesma escalada. Bush está indo embora, mas os bonzinhos que o detestam estão tratando de eternizar seu legado de estupidez.”
Sim, eu fico com Fiuza. Pronto, falei.
Compays, esta foi a última atualização em moldes de avalanche de links que faço este ano. A partir de amanhã entro em recesso e retorno no dia 06 de janeiro. Até lá (provavelmente ainda hoje, rs) devo postar coisas pontuais, menores, músicas etc. No mais, muitíssimo obrigado pela companhia ao longo deste ano de Adeus Columbus. Já foram quase mil posts sobre tudo que se possa imaginar de cultura pop e ultrapassaremos com louvor o rubicão. A todos os amigos, queridos e também (por que não?) os detratores, vocês que não perdem a mania de dar uma espiadinha, um felicíssmo 2009, de muita saúde, trabalho e POP, POP, POP!

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