A verdade sobre o sexo e a cidade

Posted by levino on junho 16th, 2008 filed in Premiére

Ok, ok, prometo que não falo mais sobre Sex and The City - O Filme. É que eu achei tão despropositado, tão ruim que não resisti. Ainda mais depois de encontrar esse texto impecável da Ivana Arruda Leite sobre a bomba. Segue:

“Vocês que são pessoas espertas e inteligentes na certa estão dizendo: bem feito, quem mandou, o que você esperava? Mas o sábado estava bonito, a tarde fresca e eu sou das tais que consegue se divertir muito com uma boa comédia romântica. Lá fui eu. Que bosta. Que merda. Que raiva. Eu gostava do seriado, que aliás, só comecei a assistir quando elas já tinham se aposentado. Era divertido, aquelas bobeiras, aquelas roupas, aquele sexo e aquela cidade que não existem. Tudo bem. O filme é tão ruim que isso tudo vai virando uma tortura que não tem fim. No seriado a gente tinha a fantasia de que estava vendo um flash da vida das gurias. Terminou aquilo elas iam pras suas vidas comuns, fazer coisas de mulher comum. No filme não! Você fica horas e horas com aquelas mulheres que vão se esvaziando diante dos seus olhos, que vão ficando burras, que vão ficando feias, mostrando que acreditam mesmo naquilo, que não era uma piada ou simples entretenimento. A Carrie, que se mostrava uma simpática idiotinha eventual, revela-se a mais idiota das mulheres existentes sobre a face da terra. O filme escancara a imbecilidade dessas quatro moças e, pior, te põe na lista junto com elas porque, sinceramente, o roteiro do filme é um xingamento. No fim, você não agüenta mais ver vestidos diferentes, sapatos diferentes, chapéus diferentes e aquelas quatro papagaiando as mesmas asnices. Fiquei até o fim por teimosia, pra ver se em algum momento a coisa melhorava. Só piora. Minha vingança foi ver o cinema praticamente vazio. Na sessão das 3 da sala UOL, éramos meia dúzia de mulheres frustradas, contando os minutos pra sair correndo dali, entrar numa lanchonete, pedir uma cerveja e um sanduíche bem gorduroso antes de pegar o ônibus e voltar pra casa. Nada como uma fantasia mal feita pra mostrar como a vida da gente é substanciosa.”

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