A rota na rua

Posted by levino on dezembro 4th, 2008 filed in Vida Digital

- “Foi justamente com Franklin Roosevelt que se aprendeu sobre como é importante a alternância de líderes. O problema não é apenas o risco de autoritarismo que um Executivo forte e viciado pode trazer. É também a alternância de gerações. Líderes costumam chamar para trabalhar com eles gente de sua geração. Em ditaduras e em governos democráticos muito longos, não se renova gerações. Sem a disputa pelo cargo mais alto, novos políticos não são formados.”

Na mosca, hein.

- “Menos de uma semana após Wilson Sandoli ter sido afastado da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), o presidente interino da seção paulista da instituição se adianta a uma auditoria interna e vem a público expor uma série de acusações contra o homem que foi instalado na instituição pela ditadura militar e lá permaneceu nos últimos 42 anos. Documentos exibidos por Roberto Bueno, que até setembro era vice-presidente de Sandoli, dão conta da compra de carros blindados e armas, empréstimos pessoais e até despesas de velório. Tudo com recursos da OMB, ou seja, dos contribuintes músicos.”

Se o Brasil fosse um país sério, essa corja da OMB estaria toda presa. Saca só. Via Trabalho Sujo.

- Tirem as crianças da sala, Neil Gaiman vai escrever… Sim, leiam o quê. Emocionei.

- O futuro chegou. Duvida?

- Para quem gosta de Sir Paul, ele vem aí. Eu não sou dos mais empolgados, mas iria pelo registro histórico.

- “Se bem investigado, Daniel Dantas talvez se confirme como o rei do tráfico de influência no Brasil. Mas a dupla impronunciável Protógenes-De Sanctis preferiu o folhetim, e desenhou o banqueiro como o “chefe de uma organização criminosa”, na terminologia pirotécnica com que essa turma costuma concorrer às manchetes. O processo contra Dantas, infelizmente, é pífio. Nada contundente, nada conclusivo. Por isso ele está solto. Só por isso.”

Fiuza solta os cachorros.

- Livros vivos. A idéia é dinamarquesa. Sei não… Me interessa não procurar essa biblioteca.

- Putz, tudo quanto é maluco querendo tirar uma casquinha do Obama, hein. Mas enfim, cada qual com seu cada qual, eu liberaria, e você?

- Luto, morreu Odetta. Para um apaixonado por folk isso é uma notícia desoladora. Como ela era foda!

Up Date: Bela matéria aqui.

- Mais listinhas: agora os cem melhores filmes pela Cahiers Du Cinema.

- “Não sei por que, cada vez que vejo a classe artística aplaudindo alguma coisa no Congresso espero pelo pior. A arte e o congresso deveriam ser inimigos. Ou então se trata de arte oficial. Na história da meia-entrada, lá estavam os artistas, aplaudindo.”

Inácio afia as facas. E acho pertinente.

- Para entender Kaufman. Ou tentar, ao menos, rs.

- Sim, o disco da Britney já está no Ipod. Só falta ouvir com calma =)

- Eu gosto do Ryam Adams. Aliás, gosto muito. Mas colocar Mariah Carey entre os melhores do ano só pode ser piada.

- Uou! Condoleeza Rice tocando Brahms junto com a Sinfônica de Londres? Sério.

- Cadê a justiça desse país?

- The Fear, a nova faixa do próximo disco da Lily Allen tá aqui =) Beeem boa, hein.

- “Assim expira o mundo / Assim expira o mundo / Assim expira o mundo / Não com uma explosão, mas com um gemido”

T.S. Elliot, soberbo.

- “Aí está uma coisa que nunca poderemos saber por completo. A lentidão daquele seu gesto com a mão arrastada à direita lembrava o tchau eterno que havia muito ele começara a acenar. Fazendo aquilo, ele se despedia para sempre de sua mãe e de sua mulher, ambas desaparecidas no turbilhão de carunchos da vida. Aquele era o adeus mais longo jamais acenado. Não tinha fim.”

Joca, com trecho do próximo romance. Gostei. Muito, muito.

- Olha, a Ivana diz que é um “Ensaio sobre a cegueira” juvenil. E sendo Índigo eu acredito.

- Achando a luminária abaixo, não esqueça: serve muito de presente pro meu fim de ano =)

Bom dia =)

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