Adeus Columbus

Back! (agora sim o post acabou!)

Hahaha! Eu sempre quis ter um neón brega assim. Lets?

Hola hermanitos! Bueno? Pois é, com eu havia avisado logo abaixo, qualquer hora eu voltaria com a programação normal deste Adeus Columbus. Sacomé, veio o lançamento do livro, depois a leitura de mais alguns e as conseqüentes resenhas (isso se chama trabalho), sem contar uma preguiça considerável nas horas vagas. A verdade é que hoje eu vou tentar atualizar com o maior post da história do site =P Será que consigo? Explico. Daqui uns dias viajo a trabalho e me enfurno durante praticamente três meses num negócio cansativo e que me tomará todo e qualquer naco de tempo. Isso quer dizer que: sim, o AC voltará às moscas por um longo período. Aliás, não às moscas, mas naquele estado de atualizações rareadas. Então sejogaê e depois me diz.

- Cara, eu nunca tive muitos bonecos na minha infância. Primeiro porque eram caros, segundo chegavam poucos (e mais caros ainda) na distante cidade aonde eu morava. Daí tenho lá esse interesse por toy art, acho que fruto dessa lacuna da infância e tal. Às vezes penso que preenchi isso com livros. Hoje tenho não todos os que quero, mas a maioria do que posso e um algo mais. Mas já pensou quando juntam livros e bonecos? Bah, que delícia. Como esse boneco de Edgar Alan Poe, por 14 dólares. Alguém se habilita?

- Encontraram imagens inéditas dos Beatles, de 1967. Ruins e tal. Mas e daí? O que importa é ganhar em cima dos mortos. Necrofilia da arte ou pura diversão?

- O primeiro eu acho melhor do ponto de vista estético do que cinematográfico (entendeu?). Digo no modo do fazer cinema, enredo, roteiro, atuação. Embora fiel (até demais) a graphic novel em que se baseia, 300, de Frank Miller e Zack Snyder me deu a impressão de jorrar testosterona da tela, quando na verdade os quadrinhos têm (será pelo formato como a história é contada?) um quê de poético. Agora dizem que vem o 2 por aí. Cola?

- Se tem uma coisa que deixa qualquer fã em polvorosa são as caixas de luxo de bandas e edições especiais de filmes (se bem que a maioria é tudo caça-níquel). Lembro uma vez que eu estava com a Mari na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e ela perdeu a compostura diante de uma caixa lindíssima do Velvet Underground. Nem as crianças da seção de livros infantis pareciam tão excitadas. Daí consegui segurá-la e ela acabou não comprando. Era uma nota. Mas na boa, se eu passasse em frente a essa caixa do The Jesus and Mary Chain… eu levava!

- TV Google. Pois é, aonde o Google vai parar? Tomara que muito, muito, muito além do que está.

- “Como assim você não conhece Led Zepellin?” Bah, Escola do Rock é um dos filmes mais divertidos dos últimos anos. Desses que fizeram até falta na Sessão da Tarde da minha geração. Acho que por isso tanta empatia com o clima, a história e tal. Então, daí que o filme vai ganhar uma continuação. Curti!

- Quer ouvir o novo disco do Beck na íntegra? Na Amazon tem. Olha, achei xoxo. Curto muito os primeiros discos dele, inclusive aquele mezzo acústico que neguinho mete o pau (como é o nome mesmo? Algo a ver com “sea”). Mas esse não rolou.

- Já viu o trailer de Valkyrie? O filme em que Tom Cruise interpreta um oficial da SS que armou pra matar Hitler e se fodeu. Deu um rebu tempos atrás, lembra? Acho que por causa da família que não queria o mocinhono papel principal. Sacaê:

- “Fecho os olhos e não consigo me lembrar dos tênis que calço. Se forem chinelos talvez eu esteja na praia ou numa piscina. Poderiam também ser coturnos estirados sobre a cadeira da frente, enquanto a garçonete providencia o meu pedido. Pode ser que eu não tenha mais pés para calçar ou que, ao contrário, tenha cem deles. Pode ser que eu seja uma centopéia. Abro os olhos e continuo não me lembrando, pois de repente lembro que perdi a memória.”

Joca, o Terron, amigo do peito, retornou à blogosfera. Salve!

Ps.: Esse “a” antes de blogosfera, tem crase?

- Não é a primeira vez que Marcelo Mirisola ataca autores, editores e quem mais aparecer na frente. A bílis do rapaz é negra e tediosa, já que não foge dos mesmos alvos. Cheira a despeito, claro, a loucura não. Ele sabe o que faz. Tem lá sua platéia. Deixou de ter (e quem se importa?) a minha, ao menos para os livros dele. Para mim, tão chatos e repetitivos, na forma, no estilo e no conteúdo, quanto alguns que ele critica. Depois de Santiago Nazarian, agora foi a vez dele desancar Marcelino Freire, em dois textos. É muita falta de uma lavagem de roupa, né não? Ah, e ainda chegou atrasado em Homem Comum =P

- Taí uma coisa que eu estando em Nova York não poderia deixar de perder… show gratuito do Bon Jovi. Argh!

- Hot Chip (Deus do céu, não consigo parar de ouvir Look After Me, do disco passado, faz semanas) cantando Nothing Compares 2 U, da Sinead? Uau, hein?

- Na maioria das vezes eu quero ficar velho longo do mundo. Isolado, igual a Zuckerman (compre Exit Ghost, de Roth). Noutras, quando vejo um vídeo desses por exemplo, me dá vontade de ficar velho se acabando no meio no mundo, como o Neil Young. Classe!



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- Quem acompanha isso aqui sabe que eu sou alucinado pelo Justice, duo francês de música eletrônica. Daí que agora os caras resolveram reverenciar um dos referenciais da e-music: o Prodigy. E com a música que eu mais curto deles, Smack My Bitch Up. Baixaqui e já enfia no iPod.

- “Viva numa cidade. Prédios de apartamentos consomem menos energia no inverno do que casas, mas esta não vale tanto para cidades grandes brasileiras como São Paulo. Uma cidade bem azeitada, como Nova York, Paris ou Londres, tem transporte público que as pessoas de fato usam. Cidades favorecem, por sua arquitetura, o transporte de grandes massas de população gastando muito pouco combustível fóssil. Quem vive no campo ou em cidades menores depende do automóvel.”

Essa é só uma das dicas não muito ortodoxas que a Wired lista de medidas para combater o aquecimento global. Na boa? A maioria delas faz muito, muito sentido.

- Só que na mesma edição a Wired publicou um artigo do Alex Steffen desmentindo a lista com um argumento bem simples (e que faz tanto sentido quanto a lista) de que combater o aquecimento global não se trata de uma equação simples de carbono. O aquecimento é na verdade sintoma de como tratamos mal o planeta. E agora? Quem está certo?

- “Viver é muito perigoso… Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, pôr principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para o concertar consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo. Montante, o mais supro, mais sério… Só se pode viver perto do outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor.”

O Adeus Columbus também homenageia Guimarães Rosa. Bonito, né? Trecho de uma fala de Riobaldo.

- O Irã pode fabricar uma bomba nuclear em seis meses? Hum… Isso tem cara de ataque. Contra o Irã, claro.

- Ainda sobre dona Ruth Cardoso, um texto sensível da irreparável Cora Ronái.

- Eu nunca sequer cogitei ser médico um dia. Sangue, definitivamente, não é uma das coisas mais agradáveis que eu costumo ver. Me dá agonia, asco às vezes. Talvez por isso a curiosidade mórbida de saber (a animação é perfeita) como é que bate um coração no peito de um desafinado…

- “Há uma explicação controversa para explicar a cultura anti-muçulmana na Europa: mesmo após 60 anos de introspecção a respeito do anti-semitismo que levou ao Holocausto, os europeus não se convenceram de que imigrantes com diferenças culturais e religiosas devem ser tratados como membros plenos de sua sociedade. O anti-semitismo europeu entre as duas grandes guerras incluía acusações de crime, de conservadorismo religioso, inferioridade genética e, principalmente, falava da impossibilidade de assimilação.”

O racismo na Europa mudou de cor? Aliás, de credo. É o que diz Noah Feldman.

- Uma entrevista bacana com Yoane Sanchèz, a blogueira censurada de Cuba. Quem diria, hein? Los viejos de Sierra Maestra todos com el cu en la mano com medo de um tecladinho e uma rede de comunicação…

- Bom, eu sei que estou chegando atrasado, mas ainda vale reler a resposta de Caetano Veloso a Fidel Castro. Na boa? Caetano é quem dita as regras. Faz quarenta anos e ninguém se toca disso. Cada vez que alguém vem dizer (eu já fiz isso) que ele só fala merda, só ratifica o óbvio: ele é relevante, em qualquer coisa que opine.

- “Está tudo ao contrário. Antigamente, era o stablishment que queria controlar a liberdade sexual. Agora é a liberdade sexual que quer enquadrar o stablishment. Esse projeto de lei que o Senado vai votar, criminalizando atos de preconceito contra os gays, não poderia ser mais preconceituoso. Pelas novas regras propostas para a vida em sociedade, se um proprietário não alugar seu imóvel para um homossexual, por exemplo, pode ir preso. O motivo pode até ter sido a falta de confiança no fiador, mas o inquilino recusado poderá alegar que foi discriminado por sua opção sexual. E por aí vai, com desdobramentos igualmente autoritários para seleção profissional, tratamento na rua etc. Chamar um sujeito burro de “jumento” pode. Chamar um gay de “bichona” vai dar cadeia.”

O Fiúza faz uma abordagem interessante dessa nova lei. Será que pega? Sem trocadilhos, por favor. Eita, será que eu vou ser preso por essa brincadeira? Ui!

- Fiquei bem puto quando o Cony decidiu tungar a patuléia, embolsando seu milhão como vítima da ditadura. Mas, quero anunciar de público que todo o meu apreço pelo cronista está retomado desde já. Tudo porquê quando indagado sobre as comemorações de 50 anos da Bossa Nova, ele foi cirúrgico: “É uma música chata”. Clap! Clap! Clap!

- “Ele vai direto até o quarto, que cheira bem e tem luz suave, e tira a roupa. Soraya surge do banheiro, despe o roupão, escorrega para a cama ao lado dele. “Sentiu saudade de mim?”, ela pergunta. “Sinto saudade o tempo todo”, ele responde. Acaricia seu corpo marrom cor-de-mel, sem marcas de sol, deita-a, beija-lhe os seios, fazem amor.”

J.M. Coetzee, em Desonra. Soberbo, porque é simples, enxuto, sem afetação. Ando com uma vontade enorme de me debruçar sobre a obra completa dele… Será que tenho tempo? Ano passado o encontrei entre as barraquinhas de artesanato em Paraty. Calado estava, calado passei.

- Tem curiosidade de saber quem são os 50 autores mais traduzidos da história?

- “Faço uma literatura de entretenimento, uma literatura pop. Minha grande ambição é alegrar, divertir as pessoas, emocioná-las um pouco, esclarecer uma coisa ou outra. É para isso que eu rezo literalmente, todo dia, antes de escrever: para que meu trabalho possa alegrar, divertir e esclarecer. (…) Já é muito difícil você conseguir essas coisas. Muita gente que quer fazer arte não consegue sequer fazer um bom entretenimento. E, às vezes, naquilo que tem o espírito de entreter com leveza, você também encontra arte e profundidade.”

Você pode não achar o Nelson Motta um grande autor. Mas sensato ele costuma ser.

- Bateu a síndrome de Madonna em Michael Jackson. Para se manter no topo (ele, no caso, para ressurgir) correm atrás de gente da moda. Até agora parece que rendeu isso. Blergh!

- “Há exatos 100 anos uma explosão destruiu cerca de 60 milhões de árvores em Tunguska, na Sibéria. Ninguém sabe dizer ao certo o que causou tamanha destruição (estima-se que a potência do evento tenha sido mil vezes maior que a da bomba nuclear que devastou Hiroshima, 37 anos mais tarde). A explicação mais comum é que um meteorito teria caído na região. Pessoas que moravam a milhares de quilômetros do local disseram ter visto uma luz semelhante ao Sol se movendo e - logo depois - uma luz forte. Mesmo a uma distância considerável, o impacto derrubou pessoas e quebrou vidros de janelas. Um terremoto de cinco pontos na escala Richter foi sentido.”

Desculpe minha inguinorança, mas não havia lido nada a respeito do fato. Depois que o Terron, não o Joca, mas o Paulo, levantou a lebre, só procuro coisas sobre.

- Amy “Tyson” Winehouse. Achei muito bem feito. Pro carinha lá. Deixa a moça em paz, ô caraio!

Protesto bem sacado. E justo.

- Eu tenho muito orgulho de escrever nessa revista! Haha! Ah, e para os que estão em Paraty, para a Flip 2008, fica de olhoaê numa edição especial que a Piauí está lançando para a festa. Tem um texto meu. Guardem pra mim =P

- Por falar em Flip, para os que como eu não vão pode ir, a saída é acompanhar tudo via web, ao vivo. Bacana, né? Mas nada, absolutamente nada compensa a falta do ruge-ruge de gente ali na pracinha.

- Modelos… Tsc, tsc, tsc.

- “Em Outubro o produtor gaúcho Alê Barreto lançou via Overmundo o livreto “Como organizar um show“. Esse mês, a publicação ganhou versão impressa. Trata-se de um guia rápido - pouco mais de 60 páginas - para iniciantes. Fala um pouco dos conceitos básicos que envolvem o processo de produção de um evento desses. Foi anunciado como primeira publicação no Brasil sobre produção de shows. Não é - o Itaú Cultural lançou um livro sobre o assunto em 2005 - mas ainda assim é um material interessante para dar uma lida com calma.”

Dica bacana do Bruno. Se todo mundo que produz shows lesse isso… O mundo seria outro.

- Ah, vai, na boa, curti essa versão do Bidê ou Balde pra Maior Abandonado, do Cazuza. Sério.

- “Tá bom, eu já sei que em 1968 o mundo todo libertou o Mandela. Deve ser por isso que há 40 anos vivemos num interminável show da Anistia Internacional, ouvindo Simple Minds sem parar. Já deu. Virem o disco -ou troquem por um do Serge Gainsbourg- e passemos ao ano seguinte.”

Rui, preciso.

- Não dá mais pra brigar como antigamente… Falta nível, sabe?

- “Em 1941, o editor Edward Dowling escreveu: “Os dois maiores obstáculos para a democracia nos Estados Unidos são: Primeiro, a ilusão generalizada entre os pobres de que temos uma democracia; Segundo, o terror crônico entre os ricos de que tenhamos uma”. O que é que mudou? O terror dos ricos é maior do que nunca, e os pobres transmitiram sua ilusão àqueles que acreditam que quando George W. Bush finalmente se afastar, em janeiro, diminuirão as suas numerosas ameaças ao resto da humanidade.”

Só a inteligência me comove

- “Há pequenas impressões finas como um cabelo e que, uma vez desfeitas na nossa mente, não sabemos aonde elas nos podem levar. Hibernam, por assim dizer, nalgum circuito da memória e um dia saltam para fora, como se acabassem de ser recebidos. Só que, por efeito desse período de gestação profunda, alimentada ao calor do sangue e das aquisições da experiência temperada de cálcio e de ferro e de nitratos, elas aparecem já no estado adulto e prontas a procriar. Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.”

Agustina Bessa-Luís. Autora portuguesa, um dos meus maiores achados recentes. Leiam, leiam!

- Cara, Rubem Fonseca cronista é uma delícia… O bicho fala de absolutamente tudo!

- “Parem as máquinas! Uma das estrelas mais queridas de Hollywood irá voltar à ativa depois de uma aposentadoria de mais de quatro décadas. O chimpanzé Cheeta, estrela de 12 filmes de Tarzan ao lado de Johnny Weissmuller nas décadas de 30 e 40, participará em breve de uma gravação musical e de um DVD, além de publicar um livro de memórias.”

Calil é quem conta.

- E diz mais: crise econômica é bom pro cinema.

- O Guardian alertou contra a maldição do Almodóvar para o cinema Espanhol. Só que ele, o diretor, resolveu responder. Vocês não acham isso bem Caetano Veloso? Hahaha!

- Lembra das discípulas do louco Inri Cristo cantando uma versão de Umbrella, né? Elas agora atacaram Hotel California. Hilário!

- Tarantino vai ter que dividir seu novo filme ao meio. Ficou grande demais. Tudo bem, a gente assiste, claro, é semi-deus, mas poderia ser mais conciso, né?

Amy Winehouse, Jack White e Beyoncè juntos? Hum… Quem nasce pra Rock in Rio não chega nunca a Glastonbury, né?

- Um comercial da Unimed com trilha do Retrofoguetes ganhou Cannes? A exceção confirma a regra, né? Fodaço.

- “Gramado vai homenagear Renato Aragão”. Bom, espero que a homenagem se concentre no passado, nos geniais filmes de antigamente e não nas merdas que ele anda soltando por aí todo ano.

- Rock, teoria da conspiração e muito papo-água antes do show que eu espero ver em breve. Muse!

- A esquematização das lendas urbanas. Tem cada uma…

- “A maior parte das escolas de Nova Orleans está em ruínas, assim como os lares das crianças que estudavam ali. As crianças agora estão espalhadas por todo o país. Isso é uma tragédia. Mas é também uma oportunidade para reformar radicalmente todo o sistema educacional.”

Uma reflexão sobre capitalismo, relações humanas e tudo mais.

- “Soube com tristeza, pela televisão, da morte de Ruth Cardoso. Ela sempre transmitiu uma grande distinção e serenidade em suas aparições públicas, e quem a conheceu pessoalmente creio que também tinha a mesma impressão.”

É bonito o texto do Marcelo Coelho sobre a Ruth Cardoso.

- “Nos próximos três meses, não vou andar de moto, de bicicleta, a pé, de metrô, de ônibus, de trem ou de carro. Nem de avião. Não vou ao teatro, cinema, praia, parque ou jogo de futebol. Não vou comparar Berlim, Nova Iorque, Rio e São Paulo. Não vou assistir televisão – seriado, documentário, noticiário, nada. Não vou discutir violência policial, treinamento do Exército ou a tirania das quadrilhas nas favelas. Não vou ler livros, ter lembranças da infância, me encantar com uma foto ou me irritar com um anúncio.”

Já pensou a Soninha eleita prefeita de São Paulo? Uma blogueira no poder…

Consegui? E se eu te disser que esse post ainda vai crescer mais? Rá!

Up Grade

- Eu pagaria 18 milhões para Gloria Perez nunca mais escrever uma novela na vida! Isso sim!

- O Starbucks vai fechar 600 lojas nos EUA? Pior que eu curto, mesmo me arrependendo todas as vezes, sem exceção, de quando paguei dez reais por um copo de café agüado. Rá!

- Quando Jay-Z (gênio, pra mim) foi escalado para tocar este ano no Glastonbury (aprendam crianças, o que é festival de verdade) Noel Gallagher do Oasis chiou e disse que o festival não era lugar de hip hop. O que fez Jay-Z? Retribuiu a provocação. Como? Cantando Wonderwall, do Oasis, imitando Noel! Haha! Sacaê:

- De acordo com a Rolling Stone americana, o filme chega perto de uma obra de arte. O IGN Movies chama o filme de obra-prima perturbadora. Agora pergunto, alguém duvida que é o maior e melhor filme do ano? Aguardmos apenas para confirmar. Ah, embaixo o cartaz novo do filme:

- David Cronenberg (um dos meus cinco diretores de cinema favoritos) e Abbas Kiarostami decidiram mergulhar na música erudita. Pois é, David transformou em ópera o seu filme A Mosca. Estréia essa semana, na França. Vê aí, ele falando sobre:

- Você gosta de cartazes de cinema?

- Obama, o onipresente.

- Mas também tem quem malhe

- O que não impede de ganhar novos apoios.

- Ah, além de ver a Flip 2008 ao vivo, como falei lá em cima, a festa também tem um canal no YouTube, onde vídeos serão postados ao longo do evento. Bacana.

- “A calabresa está com os dias contados. É a próxima vítima na cruzada puritana que assola o Globo. Quando a última bituca for apagada no fundo do derradeiro copo de chope, pode anotar: eles virão atrás da lingüiça.”

Antonio, matador, como sempre.

- Eu gosto de uma coisa estranha.

- Moptop se preparando para lançar disco novo. Que venha!

- Mesmo o jornalismo de internet ainda chega atrasado nos fenômenos da rede. Por exemplo, a repercussão sobre o trabalho de Marcelo Adnet, na ressureição da MTV Brasil. Mas tá valendo.

- “No Brasil, o equivalente a 77 milhões de pessoas dizem não gostar de ler, segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada em maio pelo Instituto Pró-Livro. As principais razões para aqueles não-habituados à leitura: lêem muito devagar (17%); não têm paciência para ler (11%); não compreendem o que lêem (7%); não têm concentração para ler (7%). O brasileiro que lê, em média, conclui 4,7 livros e compra 1,2 exemplar a cada ano. (…) E haverá os que vestirão em Paraty a camiseta-campanha contra a exploração sexual: “Não alimente os escritores”. Mesmo que válidas algumas dessas restrições, a Flip ainda será um flerte sorridente com o livro num país de banguelas.”

Isso que Plínio Fraga defende é o que eu tento explicar algumas vezes, mas é charmoso ser contra a Flip, tem o ar (anacrônico, claro) de “ser contra o sistema”.

- “É melhor que não procuremos razões. O senhor parece, de fato, um escritor. Isso não é incômodo? Os escritores são como o senhor. Primeiro manifestam compaixão, depois se irritam quando a pessoa não se ajoelha diante deles como se fossem Deus. São exigentes.”

Robert Arlt, em Luba.

- Puta que pariu:

- Agora fiquei constrangido… Será que Marylin Monroe leu mesmo Ulisses, de Joyce, e eu não? Rá!

- Das coisas doces da vida…

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Maçãs

Maçãs, maçãs, maçãs…

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Saartão

Tô cruzando o sertão. Meu sertão. Já ouvi aboio e tudo, o blues do saartão. Se os americanos tinham os espirituals nos campos de algodão à margens do Mississipi, o sertão tem o aboio, o canto mouro de tanger boi. Coisa linda. Qualquer hora volto. Vou rever a fazenda da avó-infância. Açude cheio, boi gordo, tejo-açu torrado e o mundo todo.

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Para ver

Aaaaaaaaaaaah… Isso foi um bocejo. Puta preguiça. Eu sei que isso aqui anda às moscas. Mas depois de tanto tempo postando como se não houvesse amanhã (hahaha! Coisa do Bruno Nogueira), eu mereço um descanso. Estou cá, lendo meus livros, os que chegam e os que aqui já estavam, preso desde já em Diary of a Bad Year, do JM Coetzee, me recuperando de Fantasma Sai de Cena, do Roth, ouvindo uns discos antigos. É isso. Qualquer hora volto com a programação normal. Por enquanto deixo vocês com Amy Winehouse, num show realizado agorinha na África do Sul, e mais abaixo Sami Davis Jr, o maior de todos os comediantes americanos, em imitações avassaladoras.

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A verdade é dura



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Sobre Ruth

Só a inteligência me comove. Talvez por isso eu tenha, mesmo que de início com a atenção presa pela postura - nota-se de longe que de intelectual - gostado dela. Da feição, da sobriedade, da voz, do olhar, das opiniões e muito, principalmente por causa da discrição. Ruth Cardoso sempre foi uma espécie de Marieta Severo da política, na minha cabeça. Competente, discreta, inteligente e dedicada a sua arte. No caso dela, a intelectualidade sem afetação, o espírito público. Nunca a vi na vida, mas foi uma dessas pessoas por quem a gente se afeiçoa, como se por um simulacro que sabemos que não nos enganará, que será aquilo sempre.

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Single

Divertidíssimo o texto de Ted Sazan, jornalista do Times sobre a vida de solteiro pós-trinta. Segue:


Em algum momento, há 50 milhões de anos, um estegossauro deve ter acordado de uma longa noite de sono e descoberto que o mundo estava em silêncio. Onde estava o brontossauro, seu companheiro de copo? Onde estava o tiranossauro, com quem ele saía para caçar? Onde estava o pterodáctilo, que o havia convidado para jogar bola? Todos haviam desaparecido.

Sinto-me da mesma maneira. Como solteiro, heterossexual e com 30 e poucos anos, estou em extinção. Vi meus companheiros sendo caçados, um por um, como baleias-azuis nas águas do Japão. E essa tragédia não esta sendo noticiada. Alguém deveria organizar um show beneficente, ou pelo menos gravar uma música beneficente, para nós, os Spurmos – Straight Proud Unmarried Men Over-30 (Orgulhosos heterossexuais solteiros acima dos 30 anos, em inglês).

Lembro-me do tempo em que eu e meus amigos vagávamos em manada como búfalos dominando as planícies do oeste americano. Mas nosso bando diminuiu e eu tive de baixar minhas expectativas. Não com as mulheres, mas com os homens. Por necessidade, passei a andar com caras de quem jamais teria sido amigo na universidade. Mas preciso de alguém para sair para beber.

Ao contrário do que se possam imaginar, as esposas dos amigos não são os inimigos dos Spurmos. Nós temos um inimigo diferente: os bebês. Os bebês em si não são um problema. É o que os bebês fazem com seus pais. Um amigo meu era uma lenda das festas. Agora, pai de duas crianças bebe um copo de chope com soda limonada e anuncia a saída do bar ás 9 da noite.

Solteiros heterossexuais acima dos 30 anos fazem do mundo um lugar mais interessante. Temos mais experiência que os de 20. Temos sabedoria, perspectiva e clareza. Por sermos solteiros não falamos de crianças. Só por isso já mereceríamos ser aplaudidos. Sem nós, jantares com os amigos morreriam.

Nossa contribuição para a economia não pode ser esquecida. Como trabalhamos há mais tempo, ganhamos mais e economizamos mais. Como não precisamos gastar nada com crianças damos suporte a muitas indústrias importantes: carros de luxo, champanhe, eletrônicos de ultima geração, restaurantes românticos e caros.

É um estágio da vida para ser encorajado. Podemos fazer o que quisermos, quando quisermos. Mais importante: lembra-se de todas as lindas mulheres que não lhe davam bola quando você tinha 20 anos? Se elas estiverem solteiras, com seus 30 e poucos anos, o desespero provavelmente terá baixado bastante seu nível de exigência para que você tenha uma boa chance.

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Digizap

A verdade sobre a vida

Ah, tem esse papo todo de intelectual (haha!), escritor, livros lançados e coisa e tal, Dostoiévski na infância, Drummond no fim dela e Roth com Manuel Bandeira, filme europeu a dar com pau, Bobbio, Francis etc e tal. Acho bonito e não tem encenação. Mas na boa? Eu sou filho disso aqui também:

Cara, eu lembro de quando esse disco caiu em minhas mãos. Eu tava de férias em Natal, 1994, o disco marrom dos Raimundos. Eu lembro (quase consigo sentir o frio na espinha) de como era ouvir isso escondido dos meus pais, da baixaria, do chulo, da paulada distorcida, sem medo de ser pesado. O mundo assombrado, a Warner lançando cinco mil cópias por semana e o disco esgotando em dois dias por cada remessa. Putz, Raimundos era do caralho! Raimundos foi meu grunge, saca? Paixão sem fim, saudade daquela época.

Olha o naipe da presepada:

Nêga Jurema veio descendo a ladeira
Trazendo na sua sacola um saco de Maria Tonteira
E a mulecada avisou a rua inteira:
“Vem correndo que a feira já está pra começar”
“Mas olha as nuvens esse tempo não ajuda
Pelo menos as minhas mudas eu já sei que vão brotar”,
Dizia a Nêga quando vieram os soldados
Se dizendo avisados e começaram a atirar
Pois foi Antônio, filho de José Pereira,
Que no meio da bagaceira olhou pro céu e a rezar
Pediu pra Santo Antônio, São Pedro ou Padim Cícero
Ou pros filhos do Canisso que viessem ajudar
Foi no pipoco do trovão
Que se armou a confusão e ninguém pôde acreditar
Que aquilo fosse verdade, foi por toda a cidade,
Cresceu em todo lugar
Na igreja das alturas, barzinho, prefeitura,
No engenho de rapadura nasceu mato de fumá
E foi com a santa Malícia
que driblou-se a polícia
e fez a guerra acabar
FUMÊ FUMÁ
Não é flor de intestino é um matinho nordestino
que a senhora vai queimar
Faz um bem pra diarréia para o véio e para a véia,
faz o morto suspirar
Faz um bem para as artrites, febre ou conjutivite
Faz qualquer mal se curar
CUMÊ CAGÁ
BEBÊ FUMÁ
São as leis da natureza e ninguém vai poder mudar.

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Mijaê!

Eu fico muito chocado…

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Roraima, o fim do mundo

“Do alto da ponte de concreto o homem aponta ameaçadoramente sua lança. A camiseta sobre a cabeça, que ele usa como capuz, e o escudo feito de plástico injetado fazem com que se pareça com um guerreiro medieval. Ao seu redor estão outros 30 homens, entrincheirados entre sacas de arroz, armadas com paus, espingardas, arcos e flechas. Estão ali para impedir que a Polícia Federal invada Vila Surumu, a porta de entrada da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Mas seu alvo naquele momento não são agentes federais e sim o repórter e o fotógrafo da Playboy. Eles não querem ser fotografados e um deles ordena que os dois ergam os braços. A coisa não vai acabar bem.”

Eis um trecho da reportagem que escrevi para a Playboy de Junho. Pode ser lida na íntegra aqui.

Ps.: Cara, acho que depois disso tudo nos últimos dias, lançar livro, contas, correria e coisa e tal, eu ando com muita vontade de ócio, rs. E isso finda batendo aqui no site, que está quase às moscas, admito. Talvez eu esteja já inconscientemente guardando energia pra uma batalha (mais detalhes em breve) que se aproxima. Vai ser trabalho e cansaço dando no meio da canela… Quem sabe? QUalquer hora volto. Relaxaí.

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Digizap

Oh céus, oh vida…

É… eu também ficaria na maior dúvida

Ps.: Qualquer hora a programação do Adeus Columbus volta ao normal. Segura as pontas aí que a correria essa semana promete. Vou ao dentista. Rezem por mim.

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Time to pretend

Música pra domingo.


Discover MGMT!
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Eu quero

Alguém compra pra mim…

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Harakiri

Caramba, quem aí ainda aguenta essas matérias da Globo sobre os 100 anos da imigração japonesa, hein? Sacais, repetitivas. Quanto pagaram por isso? O pior que até agora não falaram nada do que eu mais gosto do Japão: Junichiro Tanizaki, a banda Toe e o harakiri. Quero ver isso no Jornal Nacional, isso sim é cultura japonesa:

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Eureka!

Pára, pára tudo!

Achei o MELHOR site do mundo.

Dica de Marcio.

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Digizap

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